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MEMÓRIA

Frio, tapumes e gás lacrimogêneo: o dia em que James Taylor tocou no Pinheirão

Músico que volta a cidade nesta sexta-feira (31) se apresentou no auge do sucesso pós-Rock in Rio no então precário estádio em uma noite de 1986

  • Sandro Moser
James Taylor durante seu histórico show no Rock in Rio de 1985. | Divulgação
James Taylor durante seu histórico show no Rock in Rio de 1985. Divulgação
 
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O cantor James Taylor, que se apresenta em Curitiba na sexta-feira (31) em show conjunto com o o britânico Elton John (assinantes da Gazeta do Povo têm desconto), já esteve em Curitiba para um show pouco documentado no estádio Pinheirão, em 22 de outubro de 1986.

Na esteira do sucesso que alcançara no Rock In Rio, no ano anterior, o cantor esticou uma turnê de quatro datas em São Paulo para um único show em Curitiba, trazido pelo já falecido empresário Mozart Primo. O ingresso custava 100 cruzados, equivalente a R$ 78 em valores atuais (o ingresso mais barato para o show desta noite custa R$ 190).

No então precário e recém-inaugurado estádio da Federação Paranaense de Futebol (hoje, abandonado) Taylor, no auge do sucesso, conheceu o frio curitibano.

“Estava um frio de rachar”, lembra o empresário Jeferson Maciel, que foi ao show com a namorada. “Eu tinha ido ao show no Rock in Rio e ela não. Então, fiz questão de levá-la. O lugar era péssimo e o conforto, nenhum, mas o show foi bom”.

Tapumes e gás lacrimogênio

O empresário e blogueiro da Gazeta do Povo Cesar Brecailo também foi um dos presentes e lembra-se da produção precária do show.

“A produção era meio mambembe: só o palco num dos cantos do gramado e os caras ali em cima, sem luzes com o som ruim. Mas pra nós, que éramos carentes de shows internacionais, foi sensacional”.

Funcionária pública, Sonia Floriani tinha 12 anos e foi com vizinhos e amigos ao Pinheirão, empurrada pelo sucesso do hit “You’ve a Got a Friend”. Ela se lembra de uma grande confusão no acesso ao gramado, feito por uma “ponte” de tapumes por sobre o fosso que dividia o campo da arquibancada.

“Teve um empurra-empurra, a polícia jogou gás lacrimogênio e pegou na minha cara”, lembra. “Era adolescente e quando ele tocou ‘a música’, seu hit, queria ter alguém para abraçar. Lembro que gostei da ‘música’, nem lembro se gostei do show”.

Simone Weber Polack também esteve naquele show e guarda como recordação não apenas as memórias. Ela ainda tem o ingresso, faixa e botton da apresentação. “Um momento que me marcou foi quando ele cantou ‘You’ve Got a Friend’, as luzes se apagaram e todo mundo acendeu os isqueiros”, relembra a fã, que tinha 24 anos à época e nesta sexta estará na Pedreira para rever o ídolo.

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