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show na pedreira

Regado a vinho, Elton John embriaga a família curitibana com seus maiores hits

James Taylor, com o dedo médio quebrado, fez o show de abertura. Sir John fez casais de avós dançarem de rosto colado na brita da Pedreira.

  • Sandro Moser
Elton John: sucessos para os fãs curitibanos | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Elton John: sucessos para os fãs curitibanos Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
 
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TOPO

Foi o mais tranquilo dos grandes shows desde que a Pedreira reabriu. O público tem um perfil diferente, mais experiente. Muitos cabelos brancos na plateia: gente que ouve James Taylor e Elton John desde os anos 1970. Até por conta desse público diferente, a Pedreira foi reconfigurada para as apresentações. Há dois grandes espaços para camarotes nas duas laterais - em geral, só há um.

Há outra peculiaridade. Os bares estão servindo, além da cerveja que patrocina o show, taças de um razoável vinho português a R$ 15.

Depois da boa apresentação de James Taylor (clique aqui para ler sobre o show), que por causa do dedo médio quebrado não pôde tocar guitarra nem violão, foi a vez do astro principal subir ao palco.

Elton John não decepciona. Com um escandaloso terno negro de lantejoulas rubras, já chega acelerando com ‘Bitch’. Tudo que teve de manso com Taylor some em segundos. Agora é outro tom. No piano ele atacou o clássico ‘Benny and The Jets’ com sua super banda.

Elton John, com a voz impressionante aos 70 anos, põe fogo na noite. Canta as melodias que tocam no rádio todos os dias, no mundo inteiro, há 50 anos. Pouco papo e muita ação. Um sucesso atrás do outro. A “família curitibana” exulta com a sequência de hits.

A banda enxuta, com baixo, guitarra, teclado, bateria e percussão faz um som limpo e maciço. O som do palco tá perfeitamente equalizado no volume intensidade. Em dado momento, Elton fez sozinho no piano uma rapsódia passando por vários estilos e andamentos. Ele é um pianista pop, herdeiro da tradição dos instrumentistas dos cabarés e clubes noturnos. Fenômeno.

Casais de avós dançando de rosto colado na brita da Pedreira. Elton John domina toda a técnica desta brincadeira, do rock’n’roll puro ao pop radiofônico, cafona na medida certa.

A cada música ele vira para o público e do alto de seu 1,65 m faz mesuras com suas poses tradicionais. Elton é da família real do pop. Muita gente que foi à Pedreira pela primeira vez teve a sorte de ver um dos melhores shows da história da cidade.

É difícil dizer se no último show da turnê a voz estará assim tão perfeita como esteve no show de Curitiba, mas comparado com os cantores de sua geração, ele é impressionante.

O cantor britânico George Michael, morto no final do ano passado, ganha uma bela homenagem quando Elton canta “Don’t Let the Sun Go Down on Me”.

No bis, tocou “Candle” e “Crocodile Rock”.

Noite especial na Pedreira. A força da música pop levou senhores e senhoras a ficarem quatro horas em pé, dançando para ver um artista de elite, que sabe que é e nunca teve medo disso, e que provou mais uma vez que o difícil é fazer o simples.

James Taylor

De paletó bege, calça preta e camisa cinza, James Taylor entra cinco minutos antes do horário previsto e saúda o público com sua tradicional boina. Infelizmente há um contratempo. Ele lê em um caderno frases em português explicando que quebrou o dedo médio da mão esquerda e não vai poder tocar guitarra e violão.

Explicações dadas, Taylor começa com “Wandering”, passa para “Everyday” e emenda “The Broken Man” (que faz todo o sentido diante do dedo quebrado).

Apesar de tudo, a música de James Taylor é como ele: calma e elegante. A banda de músicos veteranos executa todas as canções com perfeição.

Vêm “Today, Today, Today”, “Country Road” e “Don’t let me be lonely tonight”. Então James lembra da experiência no primeiro Rock in Rio, no longínquo ano de 1985, quando Caetano Veloso o levou ao Circo Voador. Fala do Brasil que conheceu antes de cantar “Only a dream in Rio”, “Carolina in my mind”, “Stop thinking ‘bout that”, “Sweet baby Jane”, “Up on the roof” e “You’ve got a friend”, que ele dedica à ex mulher Carole King, e o povo canta com ele.

Um pouco desconfortável por não poder tocar seu violão em razão do dedo quebrado, Taylor foi crooner das próprias canções, apoiado por uma banda de músicos excelentes e experientes. Simpático, se comunicou com a plateia em português e mostrou seu repertório de folks, country rocks e baladas com muita elegância.

Em “Steamroller blues”, James dançou, tocou harmônica e fez a famosa Duck walk, levantando o público.

“Your smiling face” foi a última. Foi uma belo começo de noite para os fãs — inclusive para os de Elton John. James Taylor entende do riscado e ainda voltou para um bis com “How Sweet it is” e “Shed a little light”.

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