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Educação

Mutirão pela Belas

Principal escola de formação de artistas do estado continua dividida em três diferentes sedes, com aluguel que ultrapassa os R$ 100 mil

  • Isadora Rupp
Sede na Rua Benjamin Constant: custos crescentes com aluguel |
Sede na Rua Benjamin Constant: custos crescentes com aluguel
 
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Mutirão pela Belas

Há um ano, quando assumiu a direção da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), Maria José Justino tomou para si a missão de unificar a sede da escola, que se divide atualmente em três prédios no centro da cidade (nas ruas Comendador Macedo, Benjamim Constant e Francisco Torres).

Fora a descaracterização gerada por essa divisão, a Belas, que tem egressos como o artista João Turin e a cantora lírica Neyde Thomas, gasta por mês R$ 104 mil de aluguel nos imóveis (incluindo gastos com segurança).

Além disso, proprietários de dois dos três prédios já pediram a desocupação dos imóveis. Por ser uma escola, não há risco de despejo, mas o pedido, somado aos gastos e outros problemas de infraestrutura (como um elevador quebrado no prédio da Comendador Macedo e a estrutura elétrica precária na Francisco Torres, o que já gerou, inclusive, um princípio de incêndio no auditório) são sinais mais do que claros de que a Embap precisa de uma nova casa.

Maria José, que realiza hoje um verdadeiro mutirão pela escola, conta que há conversas avançadas e projetos, mas que a coisa caminha “a passo de tartaruga.” “Gostaria que fosse mais rápido, mas estamos em uma articulação grande. As forças estão se unindo.”

Apoio

Segundo a diretora, o vice-governador Flávio Arns está convencido da importância da sede, e há também conversas com a Fundação Cultural de Curitiba. “A prefeitura tem espaços dentro da cidade para abrigar a escola. Poderíamos, em um acerto entre o estado e a prefeitura, resolver de fato a sede e, simultaneamente, criar atividades de extensão para a cidade.” Maria José salienta ainda que a Embap é uma das poucas escolas do Brasil cujo foco de formação é na performance do artista. “Se fizer um levantamento dos egressos [de música], verá que eles estão pelo mundo dirigindo orquestras. Por isso, precisamos ter pessoas do governo com sensibilidade para perceber a importância que essa escola tem.”

A falta de sede única dificulta a arrecadação de verbas para investimentos em infraestrutura, por meio de convênios com instituições como a Universidade Estadual do Paraná (Unespar), pois não existe possibilidade de fazer investimentos em prédios locados. “Quando a verba permite, utilizamos o dinheiro na aquisição de equipamentos. Senão, simplesmente ficamos de fora”, diz a diretora.

Configuração

A Embap tem projetos prontos para uma sede nova desde os mandatos do governador Ney Braga (1961-1965 e 1979-1982). Maria José levantou pelo menos quatro estudos finalizados, entre eles, um na rua Emiliano Perneta, que seria, a princípio, o local escolhido (e que já abrigou a Embap).“O prédio acomodaria apertado o que existe hoje, por isso, apontamos para a ideia de um outro lugar, e que o imóvel se transforme um espaço cultural voltado para a cidade.”

Há propostas de terrenos e barracões de particulares, que deveriam ser adaptados e adquiridos. “Fizemos um levantamento dos prédios do estado e, pelo menos até o momento, não descobrimos nenhum que tivesse condições de abarcar a escola, pois são pequenos. A construção de um novo espaço demandaria muito tempo, e estamos apurados”, frisa a diretora. A ideia, assim que o local for definido, é adaptar os projetos prontos. “Nós criamos uma comissão da sede que está fazendo as adaptações. Essas conversas são uma luz no túnel. Espero que a gente consiga com rapidez uma solução.”

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