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O cinema do Paraná na vitrine

Produções paranaenses são cada vez mais notadas no cenário nacional e internacional

Equipe realizadora do documentário Vila das Torres 2014, que venceu a Mostra Competitiva Nós na Tela, realizada pelo MinC |
Equipe realizadora do documentário Vila das Torres 2014, que venceu a Mostra Competitiva Nós na Tela, realizada pelo MinC
 
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O cinema do Paraná na vitrine

Uma novíssima safra de produções audiovisuais paranaenses vem garantindo espaço nas principais vitrines do Brasil e do exterior. Recentemente, cinco projetos foram premiados em concursos e selecionados para participar de festivais de cinema.

O diretor Alysson Muritiba, um dos dez selecionados do AXN Film Festival 2010, concurso anual que reúne curtas-metragens de toda a América Latina, considera esse momento fruto de um processo de formação iniciado com os cursos promovidos pela Cinemateca de Curitiba há mais de 20 anos e que se consolida com a criação da Escola Superior Sul Americana de Cinema e TV do Paraná (CINETVPR).

“Hoje, dezenas de jovens são atraídos para o Paraná a fim de estudar cinema e têm contato frequente com professores/realizadores, acesso a equipamentos e, com isso, praticam bastante. Esta junção de conhecimento teórico com a prática está fazendo a diferença”, opina este baiano radicado em Curitiba, ele mesmo professor do curso de Cinema Digital do Centro Europeu.

É a segunda vez que o diretor de 31 anos participa do festival promovido pelo canal pago – em 2008, foi selecionado pelo filme Com as Próprias Mãos. Desta vez, Muritiba compete com o curta-metragem Reminiscências, que será exibido pelo AXN no dia 14 de novembro, pouco antes da premiação pelo júri formado, entre outros nomes, pelo argentino Juan José Campanela (O Segredo dos Seus Olhos) e o mexicano Guillermo Arriaga (roteirista de Babel).

“Os festivais trazem visibilidade para os filmes, e em se tratando de curtas, muitas vezes é o único canal de exibição, a única forma de chegar ao público”, diz Muritiba, que finaliza seu primeiro longa, o aguardado Circular, em codireção com Adriano Esturilho, Bruno de Oliveira, Fábio Allon e Diego Florentino.

O reflexo da realização da Copa do Mundo de 2014 em Curitiba na vida dos moradores de Vila das Torres é o tema do curta-metragem Vila das Torres 2014, de Willian Coutinho Duarte, Lúcia Pego dos Santos, Marta Pego dos Santos e Bruno Mancuso, eleito o melhor filme da Mostra Competitiva Nós na Tela. O evento premiou 20 curtas participantes de um edital do Ministério da Cultura (MinC), que integram a série televisiva Nós na Tela , que, em breve, será veiculada por canais comunitários e do sistema público de radiodifusão.

Coordenados por Mancuso, os três adolescentes entre 16 e 17 anos, atuam como realizadores do Ponto de Cultura Minha Vila Filmo Eu, um convênio do Projeto Olho Vivo com o MinC, que oferece formação em audiovisual para moradores da Vila das Torres. Para o coordenador, a premiação possibilita “a ampliação do horizonte de oportunidades profissionais destes jovens e, quem sabe, a chance de consolidar neles a apropriação do discurso audiovisual com fins de fortalecer e recriar suas próprias identidades inseridas no lugar onde vivem”.

Um roteiro de longa-metragem produzido pelo curitibano Tiago Cargnin, de 26 anos, recebeu menção honrosa no Festival Urban Media Makers, em Atlanta, Estados Unidos. É a comédia dramática Tango e Jazz, que narra em ordem inversa os percalços de um triângulo amoroso. Apaixonado por cinema, Cargnin acabou se formando em Publicidade e Pro­­pa­­ganda e, hoje, termina a faculdade de Direito. “Cinema sempre foi meu objetivo, mas, infelizmente, por enquanto, ainda é um hobby”, conta. Sua pretensão, ao inscrever o roteiro neste e outros festivais, é encontrar interessados em filmá-lo.

O catarinense radicado em Curitiba Giovani Zilke, 26 anos, acaba de ter seu curta iEsfera premiado com o segundo lugar no Cel.U.Cine – Festival de Mi­­cro­­metragens, promovido pela Associação Revista do Cinema Brasileiro em parceria com o Oi Futuro. O curta surgiu quando, ao caminhar pela rua, Zilke se deparou com o artista Pablo Patito manipulando uma esfera de acrílico no semáforo. “Pedi para filmar e ele me autorizou. Fiz tudo com uma câmera fotográfica supersimples, de um modo bem fluido”, conta.

O média-metragem de ficção Naquela Noite Ele Sonhou com Um Mar Azul, do cineasta e jornalista Aristeu Araújo, também de Curi­­ti­­ba, é um dos 22 títulos selecionados para participar da mostra digital da 43.º edição do Festival de Cinema de Brasília, que será realizado entre 23 e 30 de novembro. Araújo é editor da revista Moviola e realizou os curtas Crime É Silêncio (2002); Ruivos (2004); Espera (2006) e Estela (2009).

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