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Literatura

Olha o livro, freguesia

Para estimular novos leitores, instituto curitibano promove projeto de circulação de livros em caixas de feira

  • Sandro Moser
Ideia da ONG é “levar os livros aonde eles não chegam sozinhos
Ideia da ONG é “levar os livros aonde eles não chegam sozinhos"
 
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Perto do balcão das frutas e verduras no supermercado, uma cesta de livros. Ao lado da prateleira de produtos de beleza na farmácia, uma caixa com clássicos da literatura brasileira.

Parece inusitado, mas esta é a proposta da ONG Freguesia do Livro, projeto que cria uma rede de doações de livros e estímulo à leitura.

Segundo Jô Bibas, uma das responsáveis pelo projeto, trata-se de um movimento “lítero-libertário que dá nova vida aos livros que estão esquecidos em prateleiras e bibliotecas”.

A Freguesia do Livro arrecada, organiza e encaminha livros de diversos gêneros, e em bom estado, para pontos de leitura, bibliotecas comunitárias e lugares públicos de grande circulação de pessoas.

A ideia nasceu há cerca de dois anos, quando as fonoaudiólogas Angela Duarte e Jô Bibas decidiram compartilhar os livros infantis que tinham usado em uma experiência terapêutica profissional.

A elas juntaram-se Matia Luíza Mayr. As três montaram uma biblioteca infantil em um projeto social na Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Como o espaço da biblioteca ficou pequeno, foi preciso “ampliar a proposta para a distribuição livre de livros”, explica Jô.

No contêiner inicial, havia caixas de madeira doadas por frutarias, que eram customizadas pelas voluntárias e distribuídas por pontos estratégicos.

“A ideia era levar o livro aonde ele não consegue chegar sozinho. Porém, logo percebemos que tínhamos de estar presente na outra ponta, a dos leitores habituais, para conseguirmos arrecadar mais títulos. Passamos a deixar material em cafés e livrarias”, explica Jô.

O projeto, que surgiu diletante, cresceu após o grupo ter sido selecionado em um edital de capacitação de um instituto que previa um investimento em dinheiro. Como toda circulação é gratuita – tanto para quem doa ou para quem retira o livro – a Freguesia utiliza o dinheiro para levar os livros cada vez mais longe e também na substituição das caixas de papelão reciclável pelas de madeira. “Queremos fazer o livro circular e estimular o consumo consciente. Acreditamos muito no poder do livro”, disse Jô.

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