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Prêmio federal escolhe grupos de Curitiba para montar peças

  • Helena Carnieri
Exposição: aprovação foi uma emoção parecida à do vestibular |
Exposição: aprovação foi uma emoção parecida à do vestibular
 
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Foi divulgado o resultado do Prêmio Myriam Muniz, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), do Ministério da Cultura, e os grupos paranaenses contemplados correm para rearranjar suas agendas. De repente, o que era um projeto vira uma necessidade urgente de produzir e mostrar trabalho.

Recebem no fim do ano o prêmio de R$ 100 mil para produção de espetáculo os grupos Ave Lola e as Meninas, que propôs uma leitura de contos de Tchekhov, e a Súbita Produções Artísticas, com Extraordinário Cotidiano. Foram quatro premiados na Região Sul.

“A gente não sabe o que será a peça, e sim como pretendemos construí-la”, explica a produtora Michele Menezes, da Súbita. O grupo fez uma parceria com os mineiros da Cia. Casca de Nós, que prevê intercâmbio entre os grupos para adaptar contos da gaúcha radicada em São Paulo Veronica Stieger.

“No livro Os Anões ela traz aspectos até absurdos, com uma linearidade que depois se transforma em situação fantástica”, diz Janaina Matter, atriz do grupo.

Também serão produzidos, com prêmios de R$ 50 mil, os espetáculos O Carteiro, de Bruno Freddi Mancuso, Vigor Mortis Jukebox Volume 1 e Para Poe, da Transitória.

A companhia Vigor Mortis, de Paulo Biscaia Filho, finalmente tirará da gaveta o sonho de colocar um ator para representar dentro de uma caixa, como se fosse um toca-músicas do estilo jukebox. Um espectador escolherá a peça a ser “tocada” – e deve ser mesmo um espetáculo musical, baseado na sonoridade melancólica de Nick Cave. “Só vai aparecer a cabeça do ator, o que exige muito trabalho de rosto, expressão e texto”, explica o produtor Marco Novack.

Para Poe terá quatro atores-dramaturgos no comando para discutir as crises existenciais e produzir, com estética baseada em Edgar Allan Poe, um espetáculo de humor ácido em que uma gótica chamada Sioux aprisiona um zumbi e conversa com um cérebro gigante.

Por fim, entre os 13 vencedores do prêmio de R$ 100 mil para circulação de espetáculos da Região Sul, três são do Paraná: Malasartes no Vale do Ribeira, da Malasartes Educação Sensível, Não Assim Tão Longe, da Clepsidra Produções Artísticas e Exposição, da Expressão Criação e Produção. Essa última passará por São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro e voltará ao cartaz em Curitiba. “É sempre uma emoção parecida à aprovação no vestibular: estudar, se inscrever no processo seletivo e esperar o resultado”, conta Eduardo Simões, que atua na peça.

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