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Quatro mentiras que sempre contaram sobre a Igreja Católica

Alexandre e Viviane Varela apresentam explicações para algumas histórias mal contadas do Catolicismo

Praça São Pedro, Vaticano: desfazendo mitos sobre o catolicismo | Tony GentileReuters
Praça São Pedro, Vaticano: desfazendo mitos sobre o catolicismo Tony GentileReuters
 
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A Igreja apoiou mesmo a escravidão? Como ficam os católicos com o Big Bang e a Teoria da Evolução? Para apresentar explicações sobre alguns dos temas que confundem os católicos, o casal de jornalistas Alexandre e Viviane Varela lançam o livro “As Grandes Mentiras sobre a Igreja Católica - Desvende os mitos sobre o Catolicismo”. Juntos, somam mais de 30 anos de experiência em catequese e 5 anos comandando o site O Catequista, que debate temas da Igreja Católica no mundo hoje e responde dúvidas de fiéis.

Usando referências bibliográficas e históricas, os dois tentam explicar algumas das acusações e dúvidas que as pessoas podem ter em relação à Igreja Católica. Com uma linguagem voltada para o público jovem, abordam temas difíceis com bom humor. Veja abaixo algumas das explicações dos jornalistas para as mentiras sobre a Igreja Católica:

A Igreja Católica não apoiou a Escravidão

“Uma desinformação bastante difundida diz que uma bula papal teria permitido a escravidão de negros, com base na crença de que não teriam alma”, dizem os catequistas. Mas, segundo eles, vários desses documentos tinham contextos históricos e sociais muito específicos, como as invasões árabes, e nunca apoiaram a institucionalização da escravidão como parte de um sistema econômico.

No período colonial brasileiro, por exemplo, a Igreja estava sujeita ao poder da monarquia portuguesa: “dentro dos seus limites, os sacerdotes ensinavam que os escravos não podiam ser maltratados e insistiam especialmente para que frequentassem missas e recebessem os sacramentos”, escrevem.

A Igreja Católica não foi responsável pela morte de Joana d’Arc

Uma das acusações feitas à Igreja Católica é o assassinato de Joana d’Arc, uma heroína francesa e chefe militar na Guerra dos Cem Anos. Segundo Alexandre e Viviane, a condenação por heresia e a morte na fogueira foram feitos para humilhar a heroína e desmoralizar aqueles que acreditavam nela. O ato político foi conduzido pelo bispo Pierre Cauchon, que teria agido “de forma isolada e canonicamente inválida. O processo inquisitorial de Joana d’Arc não respeitou as leis da Igreja e, por isso, foi uma completa farsa”, argumentam os autores. Assim, o bispo teria conduzido o processo levando em conta outros interesses que não o da Igreja. O processo foi revisto e o Papa Calisto III a declarou inocente em 1456.

A Igreja Católica não apoiou o Nazismo

Frequentemente, Pio XII, Papa durante a ascensão do Nazismo e a Segunda Guerra Mundial, é acusado de omissão e antissemitismo. Mas, segundo Alexandre e Viviane, ele fez o possível para lidar com o difícil período: “cercado de espiões, ameaçado de morte e carregando nos ombros o peso da responsabilidade sobre a vida de milhões de católicos europeus, Pio XII abriu as portas do Vaticano, de conventos, de igrejas e de escolas católicas para abrigar judeus foragidos”. Mais de 11 mil judeus de Roma teriam recebido abrigo e escapado com a ajuda da Igreja Católica.

A Igreja não é inimiga da Ciência - e até concorda com o Big Bang e o darwinismo

“Não tem nada mais batido do que ficar espalhando por aí que a Igreja é inimiga da ciência. A verdade é que a Igreja Católica é uma das grandes responsáveis pela ciência moderna e muitos avanços científicos no nosso tempo”, escrevem os Varelas no livro.

Exemplos: Gregor Mendel, um monge agostiniano, começou os estudos que dariam origem à genética e Georges Lemaître, um padre belga, desenvolveu a teoria do átomo primordial, que diz que o universo veio de um mesmo átomo e está em expansão (essa teoria foi testada e recebeu a colaboração de outros cientistas, sendo conhecida hoje como Big Bang). Segundo os autores do livro, essa teoria de origem do universo recebeu apoio da Igreja já em 1951, quando o Papa Pio XII afirmou que as descobertas estavam alinhadas ao livro do Gênesis, que narra a criação do universo por Deus.

O Papa Francisco afirmou que a criação de Deus não foi feita em um passe de mágica, mas que o desenvolvimento foi lento e seguiu as leis internas criadas por Ele até que chegassem no que conhecemos hoje - assim, nem o Big Bang nem a Teoria da Evolução se opõe à Bíblia. “A Teoria da Evolução não diz que o homem veio do macaco; na verdade, ela diz que homem e macaco teriam surgido a partir de um ancestral comum. E isso não abala em nada a revelação bíblica de que o homem foi feito ‘à imagem e semelhança de Deus’. Afinal, essa verdade não reside nos atributos físicos humanos, mas sim no espírito, na liberdade e no intelecto”, afirmam os catequistas.

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