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Mesmo encurtado, “Romeu e Julieta” do Guaíra mantém assinatura do grupo

Espetáculo que retorna de quinta (27) a domingo enxuga balé de Prokofiev mas, de acordo com criadores, continua emocionante

Casal adolescente de Shakespeare dança seu amor trágico. | Michael Juliano/Divulgação
Casal adolescente de Shakespeare dança seu amor trágico. Michael Juliano/Divulgação
 
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Adaptação da adaptação, o balé trágico “Romeu e Julieta” reestreia no Teatro Guaíra nesta quinta-feira (27) com modelagem mais enxuta. A versão do amor impossível entre dois jovens, criada pela casa em 2008 com coreografia de Luiz Fernando Bongiovanni, foi reduzida de duas horas e vinte minutos para cerca de uma hora, numa versão que também reduz cenários para possibilitar viagens práticas pelos teatros do interior.

A obra mantém a assinatura visível do Guaíra, com um casamento feliz entre dança contemporânea e música clássica.

O processo de encurtamento, porém, não foi nada fácil, conforme relatam os envolvidos. Foi preciso retirar cenas paralelas da trama, mas de forma que a partitura musical de Serguei Prokofiev pudesse ser emendada.

“Quem não conhece a obra dificilmente irá sentir”, promete o maestro Luis Gustavo Petri. “Ficou redondo”, concorda Edson Bueno, que fez a direção cênica.

De acordo com Bongiovanni, a negociação para os cortes precisou agradar a todos – em algumas partes, Petri dizia que poderia “perder um rim, mas não aquele trecho de música”.

Em Curitiba, o balé Guaíra dança ao som da Orquestra Sinfônica, mas, nas outras cidades, será usada uma gravação. Além disso, perde-se o cenário de grandes estruturas de metal, mas mantêm-se escolhas interessantes que marcam a adaptação de Bongiovanni, como a ama de Julieta interpretada por um homem (os bailarinos Reinaldo Pereira e Nelson Mello – cada personagem tem duas opções de intérprete). Romeu é feito por Fábio Valladão ou André Neri. Julieta, por Patrícia Machado ou Deborah Chibiaque.

Algumas das cenas cortadas incluem interações de Julieta com sua família e danças de conjunto. Acréscimos também foram feitos, como a narração gravada que situa a trama durante o prólogo.

A nova versão já foi testada em Toledo, no Oeste do Paraná. “A obra permanece no que ela tem de subjetiva, continua emocionando”, opina Bueno.

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