Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

Caro usuário, por favor clique aqui e refaça seu login para aproveitar uma navegação ainda melhor em nosso portal. FECHAR
PUBLICIDADE

Lista

10 filmes para madrugadas chuvosas com a Netflix

Listamos uma dezena de opções boas para enfrentar noites insones (ou talvez o problema não seja insônia e você goste do silêncio nas “horas mortas”...)

  • Mateus Ribeirete Especial para a Gazeta do Povo
Cena de “Ilha do Medo”, de Martin Scorsese. | Fotos: Divulgação
Cena de “Ilha do Medo”, de Martin Scorsese. Fotos: Divulgação
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Há diversas razões para se assistir a um filme de madrugada. Às vezes você quer aproveitar o silêncio; às vezes simplesmente não consegue dormir.

Em certas ocasiões, não se convenceu a sair de casa; em outras, nem cogitou: tudo o que queria era se manter aquecido no próprio lar.

Seja qual for o motivo, alguns filmes certamente fazem bom uso da atmosfera noturna, solitária, esporadicamente fria e chuvosa das madrugadas. Vejamos esses filhos e netos do noir, todos disponíveis na Netflix.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/lunar-kx3F-U101981477676D6H-1024x576@GP-Web.jpg
“Lunar”, com Sam Rockwell.

1. Lunar (Moon, 2009)

Sozinho em um outro planeta. Se essa trama está em alta graças a “Perdido em Marte”, a película de Duncan Jones – filho do Bowie! – realiza um belíssimo trabalho com o argumento em mãos. Preso na Lua (ok, um satélite, não planeta), o personagem do inspiradíssimo Sam Rockwell convive com um sistema de inteligência artificial dublado por Kevin Spacey. Como um grande filme de ficção científica, “Lunar” utiliza a tecnologia do possível para lidar com questões de identidade. Frente à solidão e ao desconhecido, ganha com a atmosfera da madrugada, quando tudo que se ouve fora do próprio ambiente é apenas incerteza.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/origem-kx3F-U101981477676KDG-1024x576@GP-Web.jpg
DiCaprio em “A Origem”.

2. A Origem (Inception, 2010)

Por que não fritar os miolos antes de sonhar, pensando justamente no sonho? São imensas as chances de você já ter ouvido falar no filme de Christopher Nolan, com alta probabilidade de tê-lo visto. Se nunca o assistiu, vale a pena dar uma chance, até porque os miolos só fritam em uma quantidade saudável. Se já conferiu, reencontrá-lo pode responder perguntas ou se certificar de respostas. Como em toda película do diretor, o espaço para subjetividade não é tão grande quanto parece, ainda que suficiente para deixar pontos de interrogação em um enredo que acompanha Leonardo DiCaprio invadindo o subsconsciente alheio.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/namiradochefe-kx3F-U101981477676zTH-1024x576@GP-Web.jpg
Brendan Gleeson e Colin Farrell em “Na Mira do Chefe”.

3. Na Mira do Chefe (In Bruges, 2008)

Dois assassinos de aluguel irlandeses viajam a Bruges; um deles, já irritado pelo deslocamento, sofre grande crise existencial. “Na Mira do Chefe”, de Martin McDonagh, é engraçado e absurdo, emprestando a trama da peça “The Dumb Waiter” (Harold Pinter, 1959) e a transportando para a cidade belga. Ao abordar temas como perdão, redenção e sacrifício – pincelando-os com ótimas referências artísticas, de Jan van Eyck a Hieronymous Bosch –, o filme se apresenta como grande experiência para o momento em que se pode ponderar sozinho sobre escolhas individuais. As belas cenas abertas na noite de Bruges colaboram; as atuações de Colin Farrell e Brendan Gleeson também.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/donniedarko-kx3F-U101981477676GFE-1024x576@GP-Web.jpg
“Donnie Darko”: perfeito para madrugada.

4. Donnie Darko (2001)

Um adolescente acorda no meio da noite. Seguem apocalipse, figuras grotescas e relativização do tempo. Se o filme perturbador de Richard Kelly não combina com madrugada, difícil será dizer o que combina.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/taxidriver-kx3F-U101981477676kkF-1024x576@GP-Web.jpg
“Está falando comigo?”: De Niro em “Taxi Driver”.

5. Taxi Driver (1976)

Vagando, vagando e vagando. Poucas obras simbolizam tanto a madrugada quanto o clássico de Martin Scorsese, no qual o personagem de Robert De Niro sofre de insônia em suas jornadas noturnas de taxista. Personificando a solidão com maestria, a película percorre um lado sombrio de Nova York, por si só conhecida por não dormir. Na trilha sonora de Bernard Herrmann – a última dele –, o jazz que acompanha os movimentos do táxi cria uma atmosfera ainda mais noir. Já se passaram quase 40 anos, mas relacionar “Taxi Driver” com madrugada ainda é chover no molhado. De madrugada. No asfalto.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/ilhadomedo2-kx3F-U101981477676BNI-1024x576@GP-Web.jpg
Mark Rufaflo e Leonardo DiCaprio no filme “Ilha do Medo”.

6. Ilha do Medo (Shutter Island, 2010)

Já que estamos falando de Scorsese, por que não citar essa pitoresca incursão no terror psicológico? “Ilha do Medo”, pois, é um filme que envolve insanidade, confusão e Leonardo DiCaprio. Uma mistura de “O Gabinete do Doutor Caligari” com “Amnésia”, o longa-metragem combina com a típica madrugada devido à desorientação, vide as pouco esclarecedoras investigações da narrativa. A eventuais insatisfeitos com o ambiente de sanatório, vale lembrar que “Um Estranho no Ninho” também está disponível na Netflix.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/oldboy-kx3F-U101981477676etD-1024x576@GP-Web.jpg
“Oldboy”, do sul-coreano Park Chan-wook.

7. Oldboy (Oldeuboi, 2003)

Para quem prefere usar a madrugada para ficar pilhado ao invés de repousar. “Oldboy” conta a história de um rapaz solto após 15 anos de um aprisionamento pitoresco: sequestrado misteriosamente, ele não sabe por que foi mantido em cativeiro, tampouco faz ideia de por que tanto tempo. Seu retorno à civilização é tão confuso quanto cheio de energia, visando a uma vingança contra destinatários ainda desconhecidos. Baseado em mangá japonês homônimo, o filme do sul-coreano Park Chan-wook é considerado o segundo da chamada “Trilogia da Vingança”. Para fãs de ação bem desenvolvida e reviravoltas que, afinal, podem tirar o sono.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/conversacao-kx3F-U101981477676qAE-1024x576@GP-Web.jpeg
Gene Hackman em clássico de Coppola: “A Conversação”.

8. A Conversação (The Conversation, 1974)

Posterior aos dois primeiros “Poderoso Chefão” e anterior a “Apocalypse Now”, a subestimada “Conversação” tem Francis Ford Coppola voando baixo. A trama acompanha o personagem de Gene Hackman, um especialista em captura de áudio que trabalha com segurança particular – ou espionagem –, ao invadir a privacidade alheia. Da família Corleone, John Cazale e Robert Duvall estão lá, além de um Harrison Ford pré-“Guerra nas Estrelas”. “A Conversação” tanto converge com madrugadas graças à paranoia do protagonista: é naquele período quieto, entre o fim da noite e o reinício dos trabalhos, que naturalmente prestamos mais atenção no silêncio. A cena final é emblemática, ganhando ainda mais impacto em tempos de vigilância digital.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/minorityreport-kx3F-U101981477676dUB-1024x576@GP-Web.jpg
Tom Cruise protagoniza “Minority Report”.

9. Minority Report: A Nova Lei (Minority Report, 2002)

Além de qualquer boa adaptação da literatura de Philip K. Dick questionar as já complicadas linhas entre presente e futuro – vide “Blade Runner” e “Vingador do Futuro” –, “A Nova Lei”, de Steven Spielberg, apresenta imagens saturadas como um sonho. Curiosamente, a exceção se dá nas lembranças, cujas cores regulares nos deixam ainda mais imersos nesta realidade em que a polícia consegue prever crimes que sequer aconteceram. Nada melhor para acompanhar uma madrugada intrincada.

*

/ra/pequena/Pub/GP/p4/2015/11/04/CadernoG/Imagens/Cortadas/mulhollanddrive-kx3F-U101981477676o3E-1024x576@GP-Web.jpg
“Cidade dos Sonhos”, de David Lynch.

10. Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive, 2001)

Um filme para bagunçar com os sentidos. Tanto que se torna difícil falar dele sem revelar detalhes cruciais. Na verdade, é difícil falar dele de qualquer jeito. Sua atmosfera é totalmente onírica, fantasiosa: a sensação de sonho é recorrente, e terminar a película se assemelha a despertar de manhã, ainda confuso ao separar um pesadelo marcante da realidade há pouco reencontrada. Para ver e rever inúmeras vezes, “Cidade dos Sonhos” é uma das grandes obras de David Lynch, inegavelmente pronta para a madrugada. Se você pulou a lista inteira para escolher um nome só, vale apostar neste aqui — vá fundo, mas vá sem cuidado.

o que você achou?

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Caderno G

PUBLICIDADE