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Ditadura Militar

Livro resgata o papel das mulheres na ditadura

Sem Liberdade Eu No Vivo Mulheres que No Se Calaram na Ditadura foi escrito por duas jornalistas e ser lanado nesta quinta na Livraria Cultura

Publicado em 03/10/2013 |
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Luta substantivo feminino no livro Sem Liberdade, Eu No Vivo Mulheres Que No Se Calaram na Ditadura, escrito a quatro mos pelas jornalistas Laura Beal Bordin e Suelen Lorianny.

SLIDESHOW: Confira alguns depoimentos de mulheres que sofreram torturas na ditadura

Lanamento

Sem Liberdade, Eu No Vivo Mulheres Que No Se Calaram na Ditadura

Laura Beal Bordin e Suelen Lorianny. Editora Compactos, 256 pgs., R$ 44. Perfis. Hoje, s 19 horas, na Livraria Cultura do Shopping Curitiba (R. Brigadeiro Franco, 2.300, Batel), (41) 3941-0292.

A obra que ser lanada hoje, s 19 horas, na Livraria Cultura, resgata o papel de mulheres paranaenses na luta armada e na resistncia opresso da ditadura militar no pas (1964-1985).

De acordo com as autoras, a ideia do livro mostrar uma verso feminina de um trecho da histria do Brasil da qual elas tambm foram protagonistas, mas que, em geral, contada por homens.

A obra composta por seis perfis de mulheres Teresa Urban, Noemi Osna Carriconde, Judite Barboza Trindade, Elisabeth Fortes, Zlia Passos e Clair da Flora Martins que militaram contra o regime autoritrio. H ainda miniperfis de filhas e irms de algumas dessas mulheres, alm de um depoimento da ex-militante comunista Elza Correia, que vive em Londrina.

Segundo Suelen, a inteno do livro que nasceu como um trabalho acadmico era mostrar quem eram essas mulheres, como era a vida delas e o que as levou a resistir violncia e opresso.

Laura Bordin conta que a centelha para a pesquisa surgiu quando ela viu pela televiso a ento ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff rebatendo o senador Agripino Maia (DEM-RN), que questionava as atividades clandestinas nas quais a atual presidente da Repblica teria se envolvido. Se ela [a presidente Dilma] teve a coragem de fazer o que fez, eu pensei: muitas outras mulheres tambm foram luta. Precisvamos encontr-las para contar essa histria, diz.

O primeiro depoimento colhido foi da jornalista e militante Teresa Urban, falecida em maio deste ano. Ela foi a nossa inspirao, afirma Laura.

Por meio de indicaes e contatos, as autoras chegaram aos outros nomes e s suas histrias de vida contadas em depoimentos fortes e corajosos.

Dos relatos se extrai que os torturadores usavam com crueldade a desigualdade de gnero para torturar, ainda mais, as mulheres presas pelo regime, e que os prprios militantes tambm traziam um preconceito patriarcal em relao atuao feminina na resistncia.

So histrias fantsticas que mostram como era ser me, filha, esposa, irm, mulher durante esse perodo confuso e intenso, explica Suelen.

Nmeros

Informaes a respeito da presena de mulheres na luta contra o regime militar no so precisos. De acordo com os ltimos dados levantados pela Comisso Nacional da Verdade, instituda pelo governo federal em maio de 2012, cerca de 11% dos mortos e desaparecidos no perodo so mulheres.

Segundo o projeto Brasil Nunca Mais, foram 884 as mulheres presas e denunciadas Justia Militar no perodo. Acredito que o nmero maior, j que muitas como o meu caso no foram levadas Justia, conta Ceclia Coimbra, psicloga e vice-presidente do grupo Tortura Nunca Mais RJ. A nica certeza que essas histrias precisam ser contadas, afirma Ceclia.



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