Quinta-feira, 18/03/2010
Leandro Knopfholz é o novo diretor do maior festival de artes da capital paranaense
27/01/2008 | 00:34 | Gazeta do Povo OnlineSua primeira medida foi retirar do nome do maior festival de teatro do país a palavra “teatro”. O Festival de Curitiba, como passa a ser chamado, acontece este ano entre 20 e 30 de março, não apenas com a mostra paralela Fringe (com mais de 300 peças), mas com a intenção de abranger outras manifestações culturais, como artes visuais e literatura, através da Usina de Idéias. O modelo, mais uma vez, é inspirado no Festival de Edimburgo (Escócia), o mesmo do qual o Fringe foi copiado, que começou como um evento de artes cênicas e atualmente contempla manifestações artísticas variadas.
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Knopfholz assume a direção do festival com novas idéias
Questionado se a diversificação não deixará o teatro desamparado, Knopfholz responde que não. “A tradição do festival faz com que as pessoa nos procurem. Acho que há público para tudo. Os envolvidos no teatro, produtores, diretores, imprensa estão muito acostumados com o festival e se preparam para vir para cá. É um momento importante de visibilidade e lançamentos, então não acho que corra o risco de perder o foco”, opina.
O evento paralelo Usina de Idéias vai abranger lançamentos de livros e exposições. A intenção é que em dois anos haja um interesse maior das pessoas para participar da Usina. Com a proposta, a Mostra Contemporânea com os principais espetáculos de teatro do Festival e o Fringe passam a ser vistos como “parte” do evento, assim como o são o Risorama (mostra de humor), a Mostra Carrossel (na Região Metropolitana) e a Mostra Novos Repertórios.
Outra novidade na grade será a Residência das Artes, que trará a companhia Satyros (atualmente em São Paulo) para montar um espetáculo em uma comunidade periférica de Curitiba, ainda a ser definida
Atrações
A estréia de peças é um dos pontos principais desta edição do Festival. A Mostra Contemporânea deverá ter 21 espetáculos, sendo oito estréias. Conforme Knopfholz, os objetivos da curadoria é apresentar espetáculos de qualidade, que apresentem inovação e apostas em novos nomes. Os curadores do Festival, responsáveis pela escolha das peças são: a jornalista Lúcia Camargo, a pesquisadora Tânia Brandão e o crítico Celso Curi.
Foram 752 projetos cadastrados, representantes dos mais diversos cantos brasileiros e de países como Espanha, Portugal, Alemanha, Inglaterra, Moçambique, Argentina, Bolívia e Japão. A previsão é de que a programação completa do Festival de Curitiba seja divulgada na semana após o Carnaval.
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