Domingo, 05/09/2010
Marcelo Elias/Gazeta do Povo
Alcione Araújo, curador da 1º Bienal Internacional do Livro de Curitiba, informou que o evento acontecerá entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro na capital paranaense
A Bienal de Curitiba quer evitar erros que marcaram o passado de eventos literários curitibanos. “Soube de tentativas que não deram certo, mas desta vez teremos características da cidade para conquistar o público”, comentou Araújo sobre a falta de continuidade em eventos deste tipo, como a feira de livros a céu aberto da Praça Osório, interrompida em 2007. “O meio ambiente é um tema atual e aproxima o evento da realidade que vivemos.”
Porém, na prática, pouco pode ser confirmado sobre o evento. O que se sabe até agora é a ideia de aliar literatura, teatro e música com assuntos relacionados a natureza. Já entre os escritores confirmados estão Cristóvão Tezza, Miguel Sanches Neto e Domingos Pellegrini, entre outros. “Não quero me comprometer com nomes”. A cautela é para evitar futuros anúncios de cancelamento e constrangimento entre o público.
“Claro que um evento deste tipo em Curitiba terá escritores paranaenses. Mesmo sabendo que o mais conhecido de todos não fala nem com o vizinho”, brincou Araújo sobre o escritor Dalton Trevisan.
Programação
A agenda do evento prevê a realização de palestras, oficinas de criação de texto, sessão de autógrafos, lançamentos editoriais, cafés literários e atividades paralelas que englobem o tema meio ambiente. A organização quer aliar dança hip hop e apresentações teatrais com atividades literárias durante os nove dias de Bienal. Além disso, atrações ao público infantil terão espaço na programação, assim como mesas-redondas para discutir a escrita literária na internet.
Para Araújo, a 1º Bienal Internacional do Livro de Curitiba vai trazer questões já utilizadas em outros eventos nacionais deste porte, como a questão comercial de livros, porém não será um grande balcão de negócios. “Queremos qualidade literária, assim como de público”, afirmou o curador.
A organização do evento está investindo R$ 1 milhão no projeto. Estima-se que 400 mil pessoas, entre visitantes, escritores e expositores, passem pelo espaço da ExpoUnimed Curitiba, dentro do câmpus da Universidade Positivo. O número total de estandes de produtos e serviços pode alcançar a marca de 260. A dois meses de ser realizado, o evento conta com o apoio da secretaria de cultura do estado e da prefeitura de Curitiba.
Óima idéia, Secretaria de Estado de Cultura e a Prefeitura estão de parabéns, sempre ouvi falarem desse evento só que em São Paulo, uma edição em Curitiba será uma salto para novos costumes, que ao meu ver vem aumentando a cada dia, nos onibus pessoas vem lendo muito mais do que antigamente...Parabéns a Prefeitura.
Marise de Oliveira | 05/06/2009 | 10:27Gostaria de esclarecer que a realização da I Bienal Internacional do livro de Curitiba é uma inicativa da Esfera Agência de Comunicação, empresa privada que atua há 10 anos no mercado de eventos em todo o Brasil e exterior. A Prefeitura Municipal de Curitiba e Secretaria de Estado de Cultura são apoiadores do evento, cabendo a Esfera, todo o planejamento, organização e execução do evento.
Pedro Rocha | 04/06/2009 | 22:00Curioso um evento com um nome tão familiar, não citar o nome da Câmara Brasileira do Livro, que é, em última análise, quem faz os grande eventos do gênero no Brasil, que são a Bienal do Livro de SP e RJ. Com a palavra os organizadores!
Pedro Primitivo Girardi | 04/06/2009 | 20:33já não éra sem tempo né,,Curitiba cidade com seu povo altamente culto, várias etnias, muitos universitários,vários editoras, tinha que ter suaa feira do livro anual,,,só pra se ter uma idéia, em Passo Fundo no Rio Grande do Sul, cidade com mais ou menos 400.000 habitantes, tem uma das maiores feiras literarias da américa latina, inclusive á prefeitura oferece um bom premio em dinheiro, para motivar as pessoas ´a expor e lançar seus livros,,,,parabéms pela iniciativa.
Paulo César Schwarzbach | 04/06/2009 | 19:21A Bienal da ELITE. O local afastado para a grande maioria dos Curitibanos e pessoas da região metropolitana terá um público com bom poder aquisitivo na medida em que para a grande maioria de jovens, alunos ou pessoas que não dispõe de automóvel torna-se no mínimo dificultoso o acesso a esta bienal. Parabéns para ELES. Fracasso ou não a feirinha do livro na Osório tinha um objetivo mais nobre do que esta Bienal POSITIVO/UNIMED recheada de interesses escusos.
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