Sábado, 02/06/2012
Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação
Em Os Invisíveis, Diego Fortes buscou criar uma narrativa experimental e não linear. Para ele, o contato com dramaturgos inovadores do mundo todo traz mais sofisticação aos trabalhos
Grupos de estudo estimulam a criação de textos para peças de teatro; várias delas serão apresentadas em mostras do Festival de Curitiba
Publicado em 07/02/2011 | Helena Carnieri“Muita gente ainda acha que escrever teatro é esperar baixar um ‘exu’, mas não é nada disso, há muito estudo e estratégia para construir uma grande obra”, diz o coordenador do núcleo, Marcos Damaceno. “É preciso ao menos conhecer as técnicas que existem.”
Conheça as peças que integrarão a mostra Outros Lugares durante o Fringe, de 29 de março a 10 de abril. Todos os autores saíram no Núcleo de Dramaturgia do Sesi.
- O Butô de Mick Jagger, de Luiz Felipe Leprevost
- Pequeno Inventário de Impropriedades , de Max Reinert
- Habitué, de Alexandre França
- Antes do Fim, de Marcelo Bourscheid
Entrando em sua terceira turma, o núcleo curitibano se prepara para mostrar no Fringe, mostra paralela do Festival de Curitiba, a partir de 29 de março, o que anda fazendo quinzenalmente no teatro José Maria Santos.
Entre 17 peças escritas por participantes e que devem ser publicadas em conjunto, uma será selecionada para montagem e apresentação dentro do Fringe. A escolha dos curadores Luiz Fernando Ramos e Gabriela Melão deve ocorrer nesta quinta-feira. Outros cinco textos serão apresentados em leitura dramática. No festival do ano passado, foi montada e encenada a peça Como Se Eu Fosse o Mundo.
Neste ano, o Teatro da Caixa ainda será palco ao longo do Fringe para a mostra Outros Lugares, com peças de quatro autores saídos do grupo de estudos. Uma delas é a estreia O Butô do Mick Jagger, de Luiz Felipe Leprevost (leia mais nesta página). Pequeno Inventário de Impropriedades também é estreia em Curitiba da peça montada em Florianópolis. O autor, Max Reinert, vinha a cada 15 dias para os encontros do Núcleo de 2010 (outros alunos vinham de Foz do Iguaçu e Caçador, em Santa Catarina).
As outras duas peças da mostra serão Habitué, que rendeu o Gralha Azul 2010 de revelação a Alexandre França, e Antes do Fim, de Marcelo Bourscheid, e direção de Marcos Damaceno, que será apresentada em espaço próprio (Rua 13 de Maio, 991).
O conceito de mostras dentro do Fringe é o que traz um pouco de orientação para o espectador, já que serão 350 espetáculos que não passam por curadoria.
Demanda reprimida
A julgar pelo número de inscritos para participar do Núcleo, pode-se dizer que há uma demanda reprimida em Curitiba pelo estudo da dramaturgia. Em 2009, foram 80 inscritos para 40 vagas; já em 2010, 110 para 20 vagas.
Um dos grandes acertos foi o convite a Roberto Alvim para orientar os autores do núcleo. “Ele consegue trazer para nós o que está sendo feito de mais inovador em todo o mundo”, diz Damaceno.
O resultado, segundo ele, é visível no avanço de qualidade e ousadia das peças que saem do núcleo, onde cada participante escreve ao menos um trabalho ao longo do ano.
“A gente sente que os textos que eles escreveram em 2010 são muito superiores aos de 2009.”
O contato com dramaturgos inovadores do mundo todo traz uma maior sofisticação ao trabalho dos participantes, na opinião de Diego Fortes, diretor de Os Invisíveis. “Ao acompanhar o trabalho dos colegas, você tem vontade de experimentar outras coisas. Posso dizer que o núcleo influenciou a peça”, conta Ribas.
Entre os nomes de dramaturgos estudados no núcleo, estão a inglesa Sarah Kane e o francês Jean-Luc Lagarce.
Serviço: Núcleo de Dramaturgia Sesi/PR. Inscrições para seleção em http://www.sesipr.org.br/nucleodedramaturgia
ATUALIZADOhá 13h
Não perca o curso de idiomas na UEL
ATUALIZADOhá 16h
Gazeta do Povo no Twitter, Facebook, Celular e Ipad.
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé