Terça-feira, 09/02/2010
Cerca de 150 representantes de grupos teatrais de todas as regiões do Brasil fizeram um protesto no Memorial de Curitiba, sede do Festival de Curitiba, no começo da tarde desta quinta-feira. O ato pediu a criação de uma lei que estabeleça o Prêmio Teatro Brasileiro, para sustentar a produção teatral nacional.
O ator e fundador do grupo Os Satyros, Ivam Cabral, fez a leitura da Carta de Porto Alegre, redigida pelo movimento Redemoinho, que congrega grupos de 11 estados, entre eles o Galpão, de Belo Horizonte, e o Teatro da Vertigem, de São Paulo. Na carta, havia críticas à Lei Rouanet, tachada de “privatizante’’ e “excludente’’. O coordenador do Festival de Curitiba, Leandro Knopfholz, apoiou o ato.
O ator Luís Melo foi um dos primeiros a assinar o abaixo-assinado pedindo a lei. “Não há patrocínio para grupos de pesquisa, precisamos mudar isso”, defendeu. “Já é difícil fazer teatro no Rio e em São Paulo, imagina em outros lugares.’
O ator Sérgio Marone, que não pôde ficar até o fim do ato porque tinha vôo marcado para deixar a cidade, fez questão de deixar seu apoio. “Em qualquer lugar civilizado do mundo, o governo banca a cultura”, disse. “O teatro, sobretudo o de grupo, não consegue se sustentar com a bilheteria.”
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