Terça-feira, 09/02/2010
A página do MovieMobz permite a criação de grupos a partir de perfis de usuários
Idéia inédita no Brasil (e talvez no mundo), o site MovieMobz insere o conceito de agendamento de salas e sessões para espectadores de filmes independentes
Publicado em 27/07/2008 | Vinicius Boreki1 - O usuário entra no site www.moviemobz.com e faz o seu cadastro, inserindo os seus filmes de preferência e especificando os seus dados. Além disso, também é possível escrever críticas sobre produções e discutir filmes.
2 - Dentro do site, é possível optar por filmes de seu interesse e montar uma sessão, aguardando que outros usuários participem do evento. Também pode-se disponibilizar o desejo de assistir às produções e aguardar que alguém opte por uma produção. Assim que a sessão for montada, um e-mail de aviso é enviado.
3 - Definido o número de usuários (lembrando que quanto mais espectadores menor o valor dos ingressos, seguindo a lógica de mercado), agenda-se uma sessão em alguma das salas de cinema disponíveis no site.
4 - Agora, é só pagar o ingresso na bilheteria e escolher a poltrona. Lembrando que os ingressos nunca custarão mais do que o valor estipulado para as sessões comuns do cinema.
- Até o momento, o MovieMobz oferece quase 400 filmes para que os usuários escolham e agendem sessões.
- Entre os títulos disponíveis, estão: Quase Dois Irmãos, de Lúcia Murat, A Batalha de Argel, de Gillo Pontecorvo, Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, Brichos, de Paulo Munhoz, Estamira, de Marcos Prado, Sympathy for the Devil, de Jean-Luc Godard, Peões, de Eduardo Coutinho, A Ponte, de Eric Steel.
Por meio do MovieMobz, os cinéfilos podem marcar sessões com pessoas de um mesmo grupo em suas cidades, escolhendo – a partir de um catálogo – os filmes de seu interesse.
O projeto se baseou no modelo da “cauda longa” de consumo. Com o fim das barreiras físicas, os consumidores passaram a ter mais acesso a produtos que, antes, pela limitação de espaço e demanda escassa, eram difíceis de se encontrar em livrarias, locadoras e lojas.
Hoje, essa barreira se desfez. “No mundo digital, a oferta é infinita porque não há limitação do estoque físico. Se você entrar no Submarino ou na Amazon, há uma lista praticamente infinita de títulos de livros. O que nós entendemos e o que pode ocorrer é que, com a ampliação da oferta, o público pode optar por aquilo que seja de interesse”, explica Marco Aurélio Marcondes, um dos sócios do MovieMobz.
O site se transforma em uma ferramenta para que o cinema independente se adapte às regras ditadas pela internet, num processo semelhante ao que o MySpace fez (e está fazendo) com a música. “Existe uma infinidade de títulos, curtas e longas brasileiros e estrangeiros. O site é um canal na relação entre esse conteúdo e o cinéfilo”, diz Marcondes.
Há, ainda, a idéia de valorizar o hábito de ir ao cinema: “Essa nova possibilidade é uma forma de encontro na época em que vivemos. É possível criar uma relação real entre as pessoas pelo meio virtual. Se marcam uma briga de torcida pelo Orkut, por que as pessoas não vão marcar um cinema?”, questiona o empresário.
Nas exibições, o filme digital apresenta qualidade de vídeo e de áudio semelhantes às exibições em película, mas sua grande vantagem é custar menos. “A cópia física se desgasta com o tempo e é cara, além de necessitar de transporte e logística. No digital, não há nenhum desses valores”, afirma Marcondes.
Outro ponto a ser considerado é o número de espectadores: “Com essa tecnologia, alcança-se um público maior e, muitas vezes, em mercados menores”, defende Pablo Camacho Feijó, supervisor do Cineplex Batel.
Ao agendar um filme, é preciso respeitar certas limitações. Para marcar uma sessão em horário considerado nobre, como nas noites de sábado, é necessário um número maior de espectadores. Já em dias de menos movimento – de segunda à quinta-feira e nos domingos à noite –, é mais fácil programar a exibição. “Hoje, quando se abre uma sessão comum, não se sabe quantas pessoas vão à sala. O que nos fazemos é falar com o exibidor que ‘xis’ pessoas vão ao cinema em um horário escolhido para assistir a determinado filme”, diz Marcondes.
E de onde surge o lucro do MovieMobz? As receitas se dividem entre os exibidores, o site e os detentores dos direitos autorais das produções.
Nenhuma
Com menos de um mês de vida e até fechamento desta edição, o MovieMobz ainda não havia agendado nenhuma sessão em todo o Brasil.
O número de inscritos curitibanos está próximo de cem e, no Paraná, são 107 usuários. Segundo os sócios do site, a expectativa é que, em menos de um mês, as primeiras salas sejam reservadas.
Para os exibidores, o ano que vem representa a promessa de melhores resultados. “O grande boom com o site deve acontecer a partir de 2009, com um acréscimo de 20% a 30% de público”, afirma o supervisor do Cineplex Batel, Pablo Camacho Feijó.
ATUALIZADOhá 4h
Ney repetirá seu feito de 2008?
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