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Priscila Forone/ Gazeta do Povo

Priscila Forone/ Gazeta do Povo / Pris Elias (esquerda), Renata Monteiro (centro) e Helen Negrão, da banda Mixtape: pop rock genuíno com um “diferencial” Pris Elias (esquerda), Renata Monteiro (centro) e Helen Negrão, da banda Mixtape: pop rock genuíno com um “diferencial”
Música

Mulheres, roqueiras e em foco

Banda curitibana formada por três amigas grava videoclipe em mansão abandonada. Trio ainda prepara primeiro disco para abril

Publicado em 12/02/2009 |
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Você já deve ter ouvido a música “Meu Mundo”, que há algum tempo está na programação das rádios de Curitiba. A voz – firme e comportada – é da vocalista e guitarrista Pris Elias. O que pouca gente sabe é que quem toca baixo e bateria também pertence ao dito “sexo frágil”. Helen Negrão e Renata Monteiro completam a Mixtape, banda curitibana que começou ontem as filmagens do videoclipe da música e que também está em estúdio para a gravação do primeiro álbum.

“Uma banda só de meninas? Acho isso um ponto positivo para nós, um diferencial”, disse Pris, de 23 anos. O trio e o estúdio Rasputines se instalaram em uma mansão abandonada nos arredores de Piraquara, região metropolitana de Curitiba. A previsão é de que até 15 de março a história do “ladrão de corações” esteja pronta.

“Quisemos criar uma estética para o clipe, mas mantendo a linha da banda. No vídeo, um sujeito rouba o coração de três meninas. Literalmente”, explicou o diretor Jonah Emilião.

Banda que se preze começa na garagem, e com a Mixtape não foi diferente. A garagem da casa do avô de Helen serviu como primeiro estúdio, há pouco mais de um ano, para o pop rock do grupo. “Toda semana nos reuníamos e tocávamos covers por brincadeira. Aí, a Pris compôs uma música e nos mostrou. Nós montamos um arranjo e já jogamos ela na internet”, detalha Renata, de 27 anos.

Mais uma vez, as ferramentas virtuais funcionaram. A banda criou um MySpace (www.myspace.com/bandamixtape) em janeiro do ano passado, além de comunidades no Orkut. A divulgação atingiu níveis consideráveis. Já no primeiro mês, “Meu Mundo” foi ouvida mais de 20 mil vezes. Em dois meses, o número de integrantes da comunidade da banda no Orkut passou de 30 para 800.

“A internet é muito importante para as bandas que estão começando. Temos público na Amazônia, no Pará. Não é uma massa, mas tem gente que nos ouve”, explicou a baterista. A banda segue influências pop nacionais (Pato Fu) e internacionais (The Cranberries, e Garbage).

Tormentos do tempo

A banda – que já tocou em casas tradicionais de São Paulo (Hangar e Outs) e foi vencedora do concurso Escuta Essa, ano passado – também tem diferencial no público. O trio de meninas consegue atrair uma faixa etária mais baixa, que ainda procura suas referências musicais. “A visão que tenho é que as pessoas em Curitiba, de um modo geral, não fazem música para os jovens. E as pessoas mais velhas já têm sua formação musical consolidada, já tiveram tempo de conhecer coisas novas”, explicou Helen.

E, se há uma cena musical curitibana em ascensão, todos os envolvidos devem participar. É o que pensa Renata. “As pessoas reclamam que quem é de Curitiba não dá oportunidade para bandas daqui, mas as bandas curitibanas também têm sua parcela de culpa. Elas vão trabalhar fora e acabam não dando oportunidade para os bons profissionais da cidade”. E o trio fez sua escolha. Todos os envolvidos nas filmagens, maquiagem, figurino, fotografia e direção de arte são profissionais de Curitiba.

Além das filmagens – por três dias, das 8 às 22 horas – a Mixtape também está em estúdio. Tormento do Tempo trará dez músicas e deverá ser lançado na primeira quinzena de abril. Cinco faixas já foram gravadas e três já estão disponíveis no MySpace da banda.

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