Fotos: Ana Clara Garmendia
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O resistente: O segredo deste coque está em fazer um rabo-de-cavalo apertado e, de preferência, com um pouco de pasta especial para fazer penteados. Depois, enrosque tudo e prenda com um grampo
O vice: A roupa clássica ganha um toque de espontaneidade com o coque desestruturado. A ideia é justamente provocar este jogo. Fazer o tradicional ganhar ares modernos e vice-versa
A autêntica: Ela sabe fazer o gênero coquete até com roupas do século passado. O coque e as argolas douradas formam uma das duplas mais em alta do momento
O versa: Com o smoking masculino, ela monta seu look coquete do século 21. É bem fácil: basta puxar para cima e deixar os cabelos bem despenteados na finalização. Poucos grampos, muita dispilicência e um pouco de laquê para ficar parecendo um espanador!
O inesperado: Sabe aquele momento em que as madeixas começam a incomodar de tanto calor ou quando você não está mais curtindo ele solto? A solução é amarrar o cabelo
O preparado: ao que parece ela tem o hábito de fazer os coques. Fazia tempos que eu não via a nuca cortada assim. É a influência dos anos 80 presente também nos penteados mais bacanas de agora
Lembro quando era pequena de escutar a palavra coquete para denominar uma mulher moderna, avançada no vestir e no agir. Sempre achei a sonoridade da palavra boa. Pesquisando sobre sua origem, descobri que é usada, por exemplo, para denominar mulheres abertas ao flerte. Hoje, coquete tem exatamente o significado das minhas primeiras lembranças: é ser moderna, descolada, liberada no vestir e no agir.
Por essas e outras seja coquete! Use coque! O penteado está por todas as partes de Paris. Ele pode ser uma solução sofisticada, mesmo nos dias em que você não teve tempo de ir ao salão para fazer um penteado. Ou, numa versão despojada, ajeita os cabelos em um nó quando você quer sair por aí sem rumo certo. Enfim, com o calorão que está agora no Brasil, o coque é uma excelente opção.
Quem quiser ir mais além no estudo das coquetes, pode buscar em alguma locadora o filme Coquette, de 1929, com Mary Pickford, que recebeu o Oscar de melhor atriz por este trabalho. A atriz foi a primeira grande estrela do cinema americano e a primeira mulher de negócios da história de Hollywood. Ela e outros artistas formaram um grupo independente para distribuir seus próprios filmes. Um avanço para a época. Sacou o que é ser coquete então? Som do Common, “What A World.” Beijos.
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