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Competição aponta tendências para 2014

Hegemonia espanhola, belas torcedoras, grandes jogadores e até seleções medianas fazem parte de um recorte do que o Brasil receberá na Copa do Mundo

27/05/2012 | 00:03 |
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Sabe aquele bando de loiras que aparece na tevê torcendo por Holanda, Suécia, Dinamarca, etc.? Elas estarão por aqui em 2014. Mas não virão sozinhas. Desfilarão pelos gramados brasileiros figuras como Cristiano Ronaldo e a seleção italiana, ícones da preferência feminina. Ah, a bola vai rolar também, trazendo o toque de bola espanhol, a consistência alemã e retrancas de seleções menos favorecidas tecnicamente como uma Irlanda ou uma Grécia. Tudo made in Europa, continente responsável por fornecer 13 seleções das 32 que jogarão a Copa do Mundo no Brasil. Quem quiser ir se ambientando pode ficar de olho – por enquanto só pela tevê – na Eurocopa, que será disputada entre 8 de junho e 1.º de julho na Polônia e na Ucrânia.

Estádios

Gastos no leste europeu superam os do Brasil

Orçamentos inchados não são exclusividade do Brasil na preparação para a Copa de 2014. Polônia e Ucrânia também deram uma aula de como gastar dinheiro na construção dos oito estádios da Eurocopa. De acordo com o site Futebol Finance, os dois países do leste europeu investiram 2,3 bilhões de euros nas arenas da competição continental . O custo médio é de 291.875.000 euros por praça esportiva. Ou 6 mil euros por assento.

Valor superior ao estimado na construção ou reforma dos 12 estádios brasileiros. Por aqui a projeção indica que o custo por assento será de cerca de R$ 10 mil (o equivalente a 4.032 euros).

O valor na Polônia e na Ucrânia é 30% maior do que a França pretende aplicar na Eurocopa de 2016 (1,6 bilhão de euros). Mas impressiona mesmo quando comparado aos 326 milhões de euros gastos por Áustria e Suíça para reformar cinco dos oito estádios que receberam a competição da Uefa quatro anos atrás – apenas 1,1 mil euro por assento. Ou seja, uma inflação de 716%. Para a competição sediada por Portugal em 2004 o orçamento também foi bem menor: 675 milhões de euros.

No Brasil o assento mais caro será o do Itaquerão, em São Paulo, estimado em R$ 13.088 (para efeito de comparação, 5.277 euros). O mais barato o da Arena da Baixada, previsto para R$ 4.523 (1.824 euros).

Quinze países começam o torneio desafiando o domínio da Espanha no futebol mundial que já dura quatro anos – alguns só no sonho mesmo, como os dois países anfitriões, que não parecem ter time para brigar pelo campeonato. A Fúria pode ser a primeira seleção na história a encaixar uma sequência de três taças em seis anos entre Euro/Copa do Mundo/Euro (ver matéria ao lado). Se levantar a taça no Estádio Olímpico de Kiev, desembarcará no Brasil daqui a dois anos em busca de uma incrível quadra.

Conta com a posse de bola paciente comandada por Xavi e Iniesta e um jogo coletivo que talvez possa ser desafiado apenas pela Alemanha, de Özil e Schweinsteiger. Outros adversários tem candidatos a protagonistas como o português Cristiano Ronaldo, o holandês Robben o sueco Ibrahimovic, o inglês Rooney ou o goleiro tcheco Cech.

Pensando em 2014, não dá para esquecer promessas como o alemão Mario Götze, prestes a completar 20 anos, e o inglês Oxlade-Chamberlain, perto dos 19. Considerados grandes revelações em seus países, eles ainda não são muita coisa no futebol mundial e nem devem começar como titulares, mas é bom ficar de olho desde já.

O que não deve atrair muitos olhares são partidas como Irlanda x Croácia, do dia 10, em Poznan (Polônia). Duelo de poucos chamativos além de despertar o desejo de degustar uma cerveja irlandesa ou comprar a camisa quadriculada estilo toalha de mesa dos croatas. Seria o mesmo caso de Polônia e Grécia, no dia 8, na capital polonesa Varsóvia, não fosse a abertura da competição.

Ou melhor, pelo que se anuncia para a Copa em Curitiba – apenas quatro partidas da primeira fase e somente uma envolvendo seleção cabeça de chave –, talvez seja bom ficar de olho exatamente nesses jogos de equipes medianas. A tendência é elas se enfrentarem por aqui ou duelarem com Honduras, Iraque, Nova Zelândia...

Na Copa da África do Sul, em 2010, 10 partidas das 64 foram entre seleções europeias. A relação foi maior na fase decisiva: 5 em 16, inclusive a final entre Espanha e Holanda. Tudo acompanhado de perto pelas loiras.

Anfitriãs Polônia e Ucrânia passarão a ser adversárias

Parceiras na organização da Eurocopa, Polônia e Ucrânia se tornarão adversárias nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, cuja primeira rodada está marcada para setembro. As duas seleções do leste europeu caíram no grupo H, o mesmo da favorita Inglaterra – além de Montenegro e os figurantes Moldávia e San Marino. Sinal de briga acirrada pela vaga direta no Mundial do Brasil e pela segunda colocação, que dá a chance de jogar a repescagem.

Em outros dois grupos certamente um dos participantes desta edição da Euro não chegará à Copa no Brasil. O B reúne Itália, Dinamarca e República Tcheca, enquanto o C abriga Alemanha, Suécia e Irlanda. O grupo E, ao contrário, não tem nenhum país que disputará a Euro. Fazem parte dele Noruega, Eslovênia, Suíça, Albânia, Chipre e Islândia.

Mas a principal batalha será no grupo I – o único com apenas cinco seleções. Como os resultados recentes da França não são bons, a seleção campeã do mundo em 1998 não foi cabeça de chave e acabou caindo ao lado da Espanha. Ou seja, apenas uma delas conseguirá a classificação direta para a Copa, enquanto a outra deve disputar a repescagem. Bielorrússia, Geórgia e Finlândia são os demais adversários.

Neste ano serão disputadas as quatro primeiras rodadas, duas em setembro e duas em outubro. Depois as seleções só voltam a se enfrentar nos gramados europeus em março de 2013.


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