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Banho em rio exige cuidados específicos

Atenção nos banhos de rio deve ser redobrada especialmente nos lugares onde não há postos de guarda-vidas

  • Beatriz Pozzobon, especial para Gazeta do Povo
 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo/Arquivo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo/Arquivo
 
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Não só de banho de mar vive o verão. Banhos nos rios também são muito comuns nessa época do ano e, assim, como nas praias, entrar na água doce exige alguns cuidados. Ainda mais porque em todo o Paraná há apenas 15 postos de guarda-vidas localizados em rios, sendo nove na costa noroeste do estado e seis na costa oeste. Apesar de serem pontos tradicionais de turismo no verão, em Morretes e Antonina não há presença de guarda-vidas.

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Os nove postos de guarda-vidas na costa noroeste estão distribuídos nos municípios de Porto Rico, São Pedro do Paraná e Marilena. Na costa oeste, são seis postos de guarda-vidas divididos em Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Itaipulândia e em Santa Helena, onde encontram-se dois postos.

Especialmente nos lugares onde não há postos de guarda-vidas, a atenção nos banhos de rio deve ser redobrada. Confira a seguir as dicas da capitã Rafaela Diotalevi, porta-voz do Corpo de Bombeiros, de como aproveitar a água doce sem riscos.

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Cuidados

O primeiro cuidado a ser tomado, junto à prefeitura ou moradores locais, é verificar se o rio tem condições reais de banho. Em caso positivo, a orientação é entrar na água somente se não tiver ingerido bebidas alcoólicas e após a digestão. Para segurança, mesmo quem sabe nadar, deve entrar na água somente até a altura da cintura. Outra medida de segurança diz respeito aos saltos, que não devem ser realizados. Não se conhece a profundidade do rio, que ainda pode conter pedras e galhos no fundo. E, por fim, atenção especial com as crianças. Elas sempre devem estar acompanhadas de um adulto.

Esportes

Qualquer esporte praticado no rio deve ser feito com empresas credenciadas. Elas vão ter todas as orientações de segurança, os equipamentos e o conhecimento para saber se as condições climáticas são favoráveis, ou não, para a descida no rio. Os veranistas que decidirem fazer boia cross, por exemplo, precisam estar equipados com capacete e colete salva-vidas. Objetos flutuantes, como boias, dão falsa sensação de segurança. Elas podem levar o banhista para as partes mais fundas do rio.

Chuva

Não se deve entrar no rio quando estiver chovendo, especialmente para evitar o fenômeno conhecido como cabeça d’água – que é o aumento repentino do volume do rio, causado por chuvas nas cabeceiras ou nos trechos mais altos do leito. Por isso, caso o banhista perceba que vai começar a chover, deve sair imediatamente do rio, assim como quando ele verificar a existência de correntezas. Se não conseguir sair do rio antes da cabeça d’água chegar, a saída é procurar uma pedra em que possa se ancorar. E mais uma dica: o risco nesse caso não é a profundidade, mas a velocidade da água. Por isso, não tente nadar.

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