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Feriado

“Bloco da chuva” prejudica comércio do Litoral paranaense no carnaval

Com menos turistas e tempo fechado, comércio do Litoral tem carnaval de vendas fracas

  • Matinhos e Guaratuba
  • Angieli Maros
Comércio do Litoral: pior carnaval em cinco anos | Letícia AkemiGazeta do Povo
Comércio do Litoral: pior carnaval em cinco anos Letícia AkemiGazeta do Povo
 
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As vendas fracas e a baixa procura por hospedagem fizeram deste carnaval o mais fraco dos últimos cinco anos na região litorânea do Paraná. A avaliação é da Associação de Hotéis, Pousadas, Restaurantes e Bares do Litoral (Assindilitoral). Para a entidade, a “lição” que muitos turistas tiveram com a crise econômica e o tempo chuvoso que predominou durante metade do feriado estão por trás deste cenário.

“Foi o carnaval mais fraco, talvez, dos últimos cinco anos. Antes o pessoal gastava, jogava muito dinheiro fora e agora não. Compram pouco e se compram estipulam preço”, avalia Carlos Adalberto Freire, presidente da associação. “Foi um ano que nos surpreendeu para o lado ruim, infelizmente”.

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Segundo Freire, a expectativa dos comerciantes era de um carnaval bom – na cola dos bons lucros conquistados entre o Natal, o ano-novo e a primeira semana de janeiro –, mas a chegada da chuva pode ter pesado muito para que os veranistas deixassem as praias mais cedo.

Nos hotéis e pousados, já nesta segunda-feira (12), muitos dos quartos estavam vazios. A entidade afirmou que nem 50% das vagas foram ocupadas. “Claro que poderia sem bem pior. Em resumo, o comerciante daqui trocou seis por meia dúzia, ou seja, trabalhou, mas o lucro não veio”.

Não veio mesmo. Em sua loja de biquínis em um ponto badalado de Matinhos, a empresária Dirce Liebl, de 50 anos, vendeu apenas metade do estoque que pretendia, mesmo fazendo liquidação nos últimos dias. Ela acredita que, em parte, as vendas fracas foram porque seus clientes que costumavam descer nesta época do ano ao Litoral sequer passaram pela praia. “Eu tinha muito cliente de poder aquisitivo bom que esse ano não vieram aqui para a praia. Para mim, não posso dizer que tem sido um ano ruim. Foi uma temporada ruim, fraca, com pouca venda”, analisa.

Em Guaratuba, Letícia Carvalho, 25, e Jamile Lopes, 22, confirmam a projeção. Na loja onde trabalham, bem na esquina de um ponto de acesso à praia Central da cidade, o lucro com as vendas foi seis vezes menor do que no réveillon – quando 1,5 milhão de pessoas lotaram as praias do Paraná. Justamente no dia da banda de Guaratuba, a mais tradicional festa de carnaval da cidade, elas estavam pensando em fechar as portas da loja de roupas de praia onde trabalham mais cedo: em vez de às 21h, às 19h. “Essa temporada foi bem fraca, o tempo não ajudou. Tem dias que não chegamos a vender mil reais e, no ano-novo, às vezes, fechávamos o caixa com oito mil. O pessoal vem aqui, entra, dá uma olhada e sai”, comentou Letícia. 

A Polícia Militar ainda não confirmou o total de pessoas que desceram para o Litoral do Paraná curtir o feriado de carnaval. A contagem de público será divulgada apenas nesta quarta-feira de cinzas.

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