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Imagem da rebelião de 2014 | Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Arquivo
Imagem da rebelião de 2014| Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo/Arquivo

A rebelião na Penitenciária Estadual de Cascavel, no Oeste do Paraná, virou madrugada adentro e continua na manhã desta sexta-feira (10). São mais de 16 horas de motim, com um preso assassinado e dois agentes penitenciários reféns. O Departamento Penitenciário (Depen) afirmou, por volta das 7 horas, que as negociações foram retomadas, mas continuam emperradas - embora haja uma perspectiva de que acordo ainda durante a manhã.

“Eles já entregaram uma carta na qual fizeram as reivindicações. Mas, até esse momento, ainda não houve avanço nenhum por lá”, pontuou Cezinando Vieira Paredes, diretor adjunto do Depen.

Ao jornal Bom Dia Paraná, a Polícia Militar de Cascavel disse que pelo menos 80% da estrutura do presídio foi destruída, o que não foi confirmado pelo governo. Depois de uma rebelião de 45 horas em 2014, a PEC passou por uma reforma que custou R$ 1,3 milhão. As obras terminaram há menos de um ano.

“Ainda não dá para falar isso porque ninguém entrou para ver. Só quando as negociações forem encerradas, quando os reféns forem retirados é que a polícia vai entrar e avaliar, ver como está”, afirmou Paredes. Segundo ele, todos os policiais que negociam estão fora da penitenciária.

Ainda nesta quinta, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) disse que o motim pode ter sido gerado por uma briga de facções.

A Penitenciária Estadual de Cascavel tem hoje 980 presos e uma capacidade para abrigar 1.170, o que indica que não há superlotação. Em agosto de 2014, a PEC foi alvo de outra rebelião e o saldo foi de cinco mortos e 25 feridos. Naquela ocasião, o motim durou aproximadamente 45 horas.

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