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Empresária da Grande Curitiba sofre quinto ataque racista no ano

A última agressão ocorreu na madrugada da última sexta-feira (14), quando um indivíduo deixou na porta da casa dela um novo bilhete e alguns chocolates

  • Raquel Derevecki, da Tribuna do Paraná
 
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Desde janeiro deste ano, a empresária Janete Martins vem sofrendo ataques racistas. A confeiteira de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, já recebeu ligações, “presentes” e ainda vários bilhetes anônimos com insultos à cor da sua pele. A última agressão ocorreu na madrugada da última sexta-feira (14), quando um indivíduo deixou na porta da casa dela um novo bilhete e alguns chocolates.

Semelhante a mensagens anteriores, essa nova foi escrita com recortes de revista e colada no verso de um papel aveludado preto. “Dessa vez não consegui entender se a pessoa está me ameaçando ao dizer que me dará um corretivo ou se está pedindo desculpas. Só sei que eu não tenho mais paz e vivo com medo. Quero um basta nisso!”, pediu Janete, em entrevista à Tribuna.

Segundo ela, essa já é a quinta tentativa de intimidação sofrida. O primeiro ataque aconteceu pessoalmente no mês de janeiro, quando uma mulher disse que não contrataria os serviços da empresa de Janete pelo fato de a dona ser negra. Já no dia 17 de fevereiro, o ataque veio na caixa de correio, onde foi encontrado um bilhete dizendo que a maioria das pessoas brancas não gostam “de gente de cor”.

Quase um mês depois, no Dia Internacional da Mulher, foi a vez de a empresária receber um pacote de presente que escondia bananas e outro texto racista escrito com recortes. “Mas o pior de todos foi dia 22 de março, quando essa pessoa começou a me ligar e mandar mensagens de texto no meio da noite dizendo que ia me matar. Chamei até alguns vizinhos e eles atenderam uma dessas ligações”, lamentou.

A situação tem revoltado amigos, parentes e até mesmo clientes. “Conheço a Janete e sempre comprei os doces dela para as festinhas do meu filho. Isso que está acontecendo é terrível, um verdadeiro absurdo!”, afirmou o araucariense Jonathan Costa Pereira, que exige um posicionamento das autoridades a respeito da situação antes que algo pior aconteça.

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