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Curitiba

Moradores das Mercês se mobilizam por solução no trânsito

Por meio da associação do bairro Mercês, moradores e empresários apresentaram um projeto para a via ao Ippuc

  • Vivian Faria, especial para a Gazeta do Povo
 | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Jonathan Campos/Gazeta do Povo
 
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Quem passa pela Rua Jacarezinho, no bairro Mercês, em Curitiba, já sabe: a chance de enfrentar um congestionamento é bastante grande no cruzamento com a Avenida Manoel Ribas. A situação incomoda não apenas quem passam por ali, mas também os moradores e comerciantes da região. Eles consideram que o encontro entre as ruas está relacionado a outros problemas da via.

“Esse cruzamento é, senão o pior, um dos piores em termos de engarrafamento, congestionamento, mobilidade urbana. E começamos a ver que ele acarreta uma série de problemas colaterais. No cruzamento com a Rua Desembargador Vieira Cavalcanti, por exemplo, no sentido Vista Alegre/Bom Retiro, acontecem colisões frequentes”, diz o presidente da Associação de Moradores e Empresários das Mercês (Amoem), Antonio Carlos Carvalho.

A situação da via fez com que a Amoem investisse em um projeto próprio de alterações na Rua Jacarezinho para apresentar à prefeitura. O projeto, desenvolvido sob orientação da ReUrb, uma organização da sociedade civil de interesse público que tem por objetivo auxiliar os setores públicos e privados em projetos e processos de reurbanização, prevê que a via tenha uma mão única, indo no sentido Bom Retiro.

Além disso, a rua teria três faixas para circulação de carros e uma para estacionamento. “Nesse formato, evita o encontro de frente de veículos no cruzamento com a Rua Des. Vieira Cavalcanti e aumenta o fluxo [no sentido bairro] em 50%”, diz o presidente da associação. O sentido bairro-centro seria feito pela Rua Julio Perneta, que, conforme Carvalho, foi remodelada em 2014 e seria hoje subutilizada.

A proposta foi apresentada ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) no fim de maio e agora deve ser avaliada tanto pelo instituto quanto por outros órgãos do governo municipal. De acordo com a Amoem, as questões a serem avaliadas são a adesão dos moradores à proposta, a resistência do pavimento da Rua Julio Perneta à circulação intensa de ônibus (já que eles também teriam que passar pela via) e as alterações necessárias nas rotas de ônibus.

O Ippuc confirma que a recebeu e diz apenas que ela está sendo analisada no âmbito das propostas para a Lei de Zoneamento e Uso do Solo. De acordo com o instituto, “o entroncamento viário da Avenida Manoel Ribas com a Rua Jacarezinho é objeto de estudo em curso no Ippuc como uma das prioridades para solucionar gargalos de tráfego na região” e a solução devem levar em conta a integração das linhas Inter 2 e Bairro Alto/Santa Felicidade, que param na estação Mercês, e o ordenamento harmônico do fluxo de veículos de passeio e do trânsito de pedestres na região.

Insatisfação

No caso de moradores e comerciantes, a proposta satisfaz alguns, mas não todos. “A Rua Jacarezinho é 70% comércio e ele se formou a partir de um fluxo: o das pessoas indo para casa [indo para o Bom Retiro]. Se ela ficar numa mão, teria que subir, senão vai prejudicar todo o comércio, vai ficar na contramão do fluxo que o formou”, avalia o sócio de Marilene, Leandro Canestraro.

Já para o Péricles Perozin, o proprietário de uma loja de pintura e decoração, se a rua tiver uma mão única, a velocidade deve aumentar. “Daí as pessoas nem vão ver minha loja. Para mim pode deixar assim”, avalia. Ele acredita, no entanto, que a padronização do estacionamento pode contribuir para melhorar o fluxo na via. “Tem uma parte em que os carros pode parar dos dois lados da rua. Tem outra em que pode parar de um lado da rua. E tem mais uma em que não pode parar. Ou para todo mundo igual na rua inteira ou não para ninguém”, diz.

Outros cruzamentos

Outros cruzamentos também incomodam quem usa a via por serem perigosos. “Eu trabalho quase na esquina com a Rua Myltho Anselmo da Silva. O pessoal desce correndo lá de cima, quem vai virar não vê e acaba acontecendo bastante acidente”, diz Denise Ferreira Gavião, funcionária de uma malharia situada na Rua Jacarezinho. A uma quadra dali, na esquina com a Rua Solimões, a situação não é muito diferente. “Temos até um requerimento na prefeitura para colocar uma lombada na Rua Solimões. Os carros vem muito rápido tanto na Jacarezinho quanto na Solimões e tem acidentes graves ali”, diz a sócia de uma padaria localizada na esquina das duas vias, Marilene Novacki da Rosa.

Outra questão é o fato de a rua ser estreita demais para ter duas faixas em cada sentido, especialmente considerando o fluxo de ônibus no local. “Se você prestar atenção, ela tem quatro faixas, mas quando passa um ônibus, não passam mais quatro veículos ao mesmo tempo”, conta Marilene.

Segundo a associação, há ainda a falta de locais para estacionar em determinados pontos da rua. Além de contribuir para os problemas de trânsito, isso prejudica o comércio. “O comerciante – quando quer manter o cliente – tem que abrir um recuo na calçada e pagar do bolso essa vaga, que nem sempre é utilizada por ele ou clientes dele”, explica o presidente da Amoem.

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