Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

Enkontra.com
PUBLICIDADE

Curitiba

Motoristas de apps abastecem R$ 1,00 por carro em protesto contra o preço do combustível

Cada carro fazia o abastecimento de apenas R$ 1,00, em seguida o motorista pedia nota fiscal

  • Jadson André, da Tribuna do Paraná
 | Marco Charneski/Tribuna do Paraná
Marco Charneski/Tribuna do Paraná
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Cerca de 50 motoristas de aplicativos de carona como Uber, Cabify e 99POP fizeram um protesto nesta quinta-feira (7), em Curitiba, contra os recentes aumentos nos preços dos combustíveis. Eles passaram por vários postos da cidade e os que apresentavam valores considerados elevados demais se tornavam alvo da manifestação. Cada carro fazia o abastecimento de apenas R$ 1,00, em seguida o motorista pedia nota fiscal.

Os motoristas ainda estavam concentrados em um posto de combustíveis no bairro Cristo Rei na noite desta quinta. Conforme os manifestantes, o ato foi realizado simultaneamente em outras cidades do estado como Londrina, Paranavaí, Cascavel e Foz do Iguaçu, além de capitais como Rio de Janeiro e São Paulo.

“Esses aumentos frequentes de preço, principalmente da gasolina, são um absurdo. Não estamos protestando apenas em causa própria. Resolvemos fazer este ato em favor de todos os cidadãos que precisam usar algum tipo de transporte e que estão pagando preços muito altos pelos combustíveis”, disse o motorista Igor Gomes, um dos organizadores da manifestação.

Para os trabalhadores, o principal problema é a carga de tributos sobre os combustíveis. “Alguns países da América do Sul, que importam combustível brasileiro, cobram valores bem menores na bomba. Aqui no Brasil a gente é obrigado a pagar muito imposto”, considerou Gomes.

Sindicombustíveis

Em nota, o Sindicombustíveis explicou que o aumento no preço é reflexo das alterações quase diárias realizadas pela Petrobras e que é repassado quase que imediatamente pelas distribuidoras. “Os postos representam o último elo desta cadeia antes do consumidor final e também o lado mais exposto. Mas são também o agente com menor poder econômico - e por consequência - menor poder de interferência na variação de preços. Deste modo, o direcionamento do protesto para postos foi completamente equivocado”, diz o texto.

O sindicato lembra que, entre julho e dezembro, foram realizadas pela Petrobras 104 alterações nos preços da gasolinas e 107 no valor do litro do diesel, com alta acumulada de 20,70% e 13,80%, respectivamente.

o que você achou?

deixe sua opinião

PUBLICIDADE

mais lidas de Curitiba

PUBLICIDADE