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Um soldado da Polícia Militar foi preso no último sábado (19) suspeito pelo sumiço da estudante Andriele Gonçalves Dias, de 22 anos. Ele é ex-marido da jovem que está desaparecida desde o último dia 9 de maio em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Polícia Civil mostram o militar saindo com a garota pouco antes de ela desaparecer.

Segundo o delegado Reinaldo Zequinão Neto, responsável pelo caso, o registro das câmeras de segurança que mostram os dois saindo do apartamento da jovem por volta das 3h da madrugada são as últimas informações sobre o paradeiro de Andriele. “O que nós soubemos é que, depois que ela desapareceu, o suspeito disse para algumas amigas dela que ela tinha visto um filme e disse a ele que sairia pelo mundo”.

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O policial foi preso em um hospital de psiquiatria de Curitiba, onde foi detido e levado à delegacia. De acordo com a Polícia Civil, ele estava internado no local desde a semana retrasada. “Ao ser interrogado, ele não quis sequer esclarecer nossas dúvidas, se resguardou ao silêncio, o que faz com que as investigações fiquem ainda mais difíceis”, explicou o delegado.

O desaparecimento de Andriele gerou bastante comoção na região por causa dos mistérios no qual ele está envolto. Segundo a família, a jovem sumiu após desligar uma chamada de vídeo em que conversava com um amigo. O próprio rapaz disse aos pais da jovem que percebeu uma movimentação estranha na casa da moça e disse que ela fez “cara de pânico” antes da ligação cair. Horas depois, o amigo recebeu uma mensagem da moça dizendo que não queria mais contato.

Desde o sumiço, a polícia de Colombo começou a investigar e descobriu alguns fortes elementos que, apesar de não divulgados ainda, colocaram as atenções voltadas ao policial militar. A família alega que o rapaz não aceitava o fim do relacionamento. Além de todo o material coletado pelos investigadores, como as imagens de câmeras de segurança, os peritos teriam encontrado também sangue no banco traseiro do carro do PM, que foi apreendido.

Apesar de o policial militar ser considerado o principal suspeito, os investigadores ainda trabalham com a possibilidade de que Andriele possa estar viva. “Apesar disso, suspeitamos que tenha acontecido alguma discussão entre eles e ele tenha a matado. Até pelo sangue que encontremos no carro dele, material que passou por perícia e ainda não temos o laudo para afirmar se era ou não da jovem”, avaliou o delegado.

Em nota, a Polícia Militar confirmou a prisão e informou que o soldado foi afastado das atividades desde o começo das investigações. Segundo a PM, o batalhão do qual ele fazia parte soube das suspeitas somente após o internamento no hospital psiquiátrico. A corporação reforçou que as investigações continuam e que o soldado vai ser mantido num quartel, como é previsto.

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