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Prefeitura aposta em viadutos e trincheiras para aliviar o trânsito de Curitiba

Quatro obras de grande porte serão entregues até 2020 para desafogar o trânsito, em especial na Linha Verde

  • Angieli Maros 
Trincheira do Ceasa, inaugurada em março, é a primeira das grandes obras da prefeitura de Curitiba para desafogar o trânsito.  | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Trincheira do Ceasa, inaugurada em março, é a primeira das grandes obras da prefeitura de Curitiba para desafogar o trânsito.  Jonathan Campos/Gazeta do Povo
 
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A Linha Verde Sul deve chegar em 2020 com três novas obras projetadas para desafogar o trânsito na via, uma das principais que cortam Curitiba. Segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc), as intervenções são, em parte, resposta aos questionamentos da população sobre a agilidade no fluxo no trecho: desde que a primeira etapa da avenida foi inaugurada, entre o Pinheirinho e o Jardim Botânico, em 2009, veio à tona a discussão sobre a necessidade de viadutos e trincheiras para livrar os motoristas dos inúmeros sinaleiros ao longo do trecho. E, conforme o Ippuc, a sobrecarga no tráfego pode ainda levar a pasta a estudar mais obras para a Linha Verde. 

Fora o acesso à trincheira do Ceasa de Curitiba, liberado no fim de março, a previsão é de duas inaugurações nos dois próximos anos. Para 2019, está prometida a implantação das alças de acesso do viaduto da Vila Pompeia, no Tatuquara – finalizado em 2015 pela concessionária que administra parte da via e parado desde então. Já em 2020, o Ippuc admite a possibilidade de entregar duas novas trincheiras próximas à estação-tubo São Pedro, formando um binário de vias em sentidos opostos e ligando as regiões do Xaxim e Capão Raso. 

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“O investimento na Linha Verde não vai acabar agora. Envolve uma série de binários que serão estudados e implantados ao longo de 20 anos”, justifica o presidente interino do Ippuc, Luiz Fernando de Souza Jamur. “E quando chegar a sobrecarga da mobilidade, o Ippuc vai propor novas intervenções”, disse.

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Embora o Ippuc sempre tenha defendido não considerar a construção de viadutos e trincheiras como a opção principal de planejamento urbanístico, Jamur afirma que os projetos em andamento foram obras pensadas para diminuir os gargalos viários, e, principalmente, alimentar a fluidez do transporte público. “Se for observar, essas intervenções que estão sendo estabelecidas são em grandes eixos de ligação viária. Eles são de extrema importância para a melhoria da qualidade da mobilidade urbana, mas sempre focados no coletivo do transporte público”, pontua o representante do Ippuc.

Além da Linha Verde, os bairros Orleans, Seminário e Boqueirão também terão, em breve, novos viadutos ou trincheiras. Veja o que vem por aí:

Viaduto da Vila Pompeia

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A obra, no bairro Tatuquara, na zona sul de Curitiba, foi concluída em 2015 pela concessionária que administra parte da BR-116, mas até hoje a estrutura não conta com alças de acesso, contrapartida que ficou com a prefeitura de Curitiba. O projeto foi feito ano passado e o investimento é calculado em R$ 7 milhões, incluindo intervenções no sistema viário, drenagem, pavimentação, sinalização, iluminação, relocação das redes de água e de esgoto, calçada e paisagismo. Quarenta famílias terão de ser realocadas. A previsão do Ippuc é licitar as obras no último trimestre de 2018. A previsão de entrega é 2019. 

Viaduto do Orleans

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Prefeitura de Curitiba

Os dois novos viadutos sobre a BR-277 no sentido interior do Paraná deverão ficar prontos em 2019. Eles devem aliviar o trânsito na região entre os bairros Orleans, Santa Felicidade e Campo Comprido, impactando principalmente na Avenida Toaldo Túlio, no trecho em que cruza a Rodovia do Café. 

O sistema vai funcionar como uma espécie de rotatória, que terá dois viadutos separados, um para cada sentido de circulação - eliminando assim os sinaleiros. O viaduto atual será mantido, mas com um novo paisagismo , será usado apenas por pedestres e ciclistas - há até possibilidade de se fazer uma feira na antiga estrutura. 

O investimento está estimado em R$ 30 milhões, em parceria entre o governo do estado e a prefeitura de Curitiba. Hoje, por causa do alto fluxo de veículos, não é difícil encontrar pessoas que levam mais de 30 minutos para cruzar o trecho de pouco mais de 150 metros.

Trincheira do Seminário

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Prefeitura de Curitiba

A licitação para as obras na trincheira na Avenida Nossa Senhora Aparecida já foi autorizada pela prefeitura. Por isso, estima-se que fique pronta em 2019. Com a melhoria do fluxo de carros, a trincheira do Seminário vai impactar diretamente no percurso do Ligeirinho Inter 2, a principal linhas que cruza Curitiba. 

“A obra trará mais mobilidade no percurso do Inter 2, que atende 80 mil passageiros por dia, percorrendo 12 bairros”, destaca o presidente interino do Ippuc. Segundo a pasta, outras 15 linhas de ônibus também serão beneficiadas com a trincheira. Para as obras estão previstos R$ 20 milhões, incluindo as desapropriações de imóveis que terão de ser feitas. 

Trinário Boqueirão e trincheiras Capão Raso/Xaxim

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Prefeitura de Curitiba

Novos viadutos serão erguidos no bairro Boqueirão, nas ruas Anne Frank e Tenente Francisco Ferreira de Souza e formarão um trinário com o viaduto da Avenida Marechal Floriano – que se transformará em um espaço de uso exclusivo do transporte público. 

O Ippuc prevê que a construção deste complexo também vai aliviar o tráfego da Linha Verde. Prevendo todos os trâmites, o Ippuc acredita que o trinário fique pronto em 2020, possibilitando a ligação entre as regiões do Boqueirão, Rebouças e a Avenida Wenceslau Braz.

Paralelamente ao trinário do Boqueirão, duas novas trincheiras serão feitas próximas à estação-tubo São Pedro, no bairro Xaxim, uma das mais movimentadas da Linha Verde. A ideia é formar um binário de vias em sentidos opostos ligando o Xaxim e o Capão Raso, bairros separados pela Linha Verde. “Isso também vai deixar mais livre a circulação no eixo principal da Linha Verde, mas também focando no transporte coletivo pois a estação São Pedro é muito significativa para aquela região”, pontua Jamur. 

Os custos de aproximadamente R$ 140 milhões serão divididos entre prefeitura e governo do estado. Ainda na etapa de finalização de projeto, a perspectiva é de que tanto trinário como as trincheiras sejam concluídos em 2020. 

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