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Setransp calcula em R$ 6 milhões por ano o prejuízo causado pelos fura-catracas, o equivalente ao custo de seis biarticulados. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Setransp calcula em R$ 6 milhões por ano o prejuízo causado pelos fura-catracas, o equivalente ao custo de seis biarticulados.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Não fosse o prejuízo causado pelos fura-catraca em Curitiba, seria possível adquirir seis novos biarticulados, segundo o cálculo do Setransp (sindicato que representa as empresas de transporte público na capital e região metropolitana). Por dia, cerca de 4 mil pessoas deixam de pagar passagem no sistema curitibano, causando um rombo de R$ 6 milhões por ano. O levantamento foi feito de 7 a 13 de agosto de 2017 em todos os 294 pontos de cobrança (estações-tubo e bilheterias).

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“O que nos assustou nessa pesquisa foi o aumento das invasões por passageiros comuns”, aponta o diretor executivo do Setransp, Luiz Alberto Lenz César, referindo-se à pessoas que os cobradores dos ônibus normalmente viam pagando a passagem, mas que passaram a burlar o sistema.

Para Lenz César, a facilidade de furar a catraca contribui consideravelmente para o prejuízo à prefeitura. “A estrutura das estações-tubo nem ao menos dificulta a vida do invasor”, enfatiza. “Se não houver uma pena, é bem provável que a pessoa continue furando a catraca, pois percebeu que nada acontece”, completa.

Os vereadores de Curitiba aprovaram em 2016 uma lei para conter os passageiros que não pagam passagem. A multa para quem for flagrado é equivalente a 50 passagens - hoje, o valor seria de R$ 212,50. Entretanto, a lei depende de regulamentação sobre a fiscalização.

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