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Divulgação / A paranaense Brado Logística quer conquistar 1% do transporte de soja por contêineres até 2015 A paranaense Brado Logística quer conquistar 1% do transporte de soja por contêineres até 2015
Logística

Soja em contêiner ganha espaço

Nova forma de exportar o grão aproveita contêineres que voltariam vazios ao país de origem. Modalidade não ameaça transporte tradicional

Publicado em 22/04/2012 |
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O aumento das importações brasileiras contribuiu para o desenvolvimento de uma nova forma de transporte da principal commodity agrícola do mundo. Os contêineres utilizados para acondicionar os produtos industrializados que desembarcam no país estão sendo utilizados para a exportação de soja. A operação é uma forma de minimizar os custos com o frete de retorno, já que, na maioria das vezes, os contêineres voltam vazios aos países de origem, principalmente a China.

Além da economia para a empresa armadora (que opera o navio), que pode alcançar 30% do valor do frete, o transporte em contêineres permite que portos sem capacidade para receber grandes navios graneleiros também exportem o grão.

Brado faz o transporte por trens

O transporte de soja em contêiner também conquista espaço em terra. A Brado Logística está operando dessa forma por meio da sua unidade em Cambé (Norte do Paraná). A companhia firmou parceria com empresas marítimas e terminais no interior para viabilizar o escoamento do grão por ferrovia até o Porto de Paranaguá. A demanda vem do mercado de varejo, em razão dos lotes menores.

“Almejamos conquistar 1% dos 15 mil contêineres movimentados para essa finalidade por ano até 2015”, diz Charles Goulart, superintendente da Brado no Paraná. A empresa também opera em Cruz Alta (RS), e Taquari (MT). O crescimento da demanda permite que o setor estude o transporte de outros produtos em contêineres – entre eles açúcar, farelo de soja e milho.

“Usar os contêineres que eventualmente voltariam vazios para transportar a soja é economicamente viável e, de certa forma, mais sustentável. Acreditamos que é um nicho de mercado que tem bastante potencial”, explica Adriano Antunes, gerente de logística da ADM, uma das maiores empresas do setor agroindustrial no país, com planos de usar 500 contêineres para essa finalidade neste ano.

Ainda recente no setor nacional de logística, o transporte de oleaginosa em contêiner está ganhando escala, pois as vantagens não param na economia financeira. A operação permite a segregação e rastreabilidade da mercadoria, além da eliminação de perdas em função da forma de acondicionamento dos grãos. O mecanismo também traz benefícios na hora da armazenagem. O grão dispensa o acondicionamento em silos, permanecendo no contêiner até seguir para o destino final – geralmente indústrias.

“De certa forma, é um outro negócio, que utiliza outra estrutura e tem outro mercado. Ou seja, terá um crescimento paralelo”, diz Paulo César Côrtes, presidente do Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

O porto catarinense começou a operar com a nova forma de transporte em outubro do ano passado, de forma experimental. Em curto prazo de tempo, a administração registra demanda crescente. Hoje cerca de 30 contêineres com soja são embarcados na autarquia por mês. “É um processo gradual, positivo e viável. Financeiramente é uma [alternativa] boa, do contrário não se sustentava”, resalta Côrtes.

Sem concorrência

Apesar do crescimento registrado nos últimos meses, o transporte de soja em contêiner não representa um concorrente para o setor graneleiro, em razão da pequena quantidade transportada. Também não existe a possibilidade de queda nos negócios portuários.

Segundo a administração do Porto de Paranaguá, o novo negócio é pequeno e não representa ameaça. O presidente do Porto de São Francisco do Sul tem a mesma opinião. Para ele, as compras em grande quantidade obrigatoriamente têm de ser transportadas em navios graneleiros.

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