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PIB brasileiro cresce 0,9% em 2012

o pior desempenho da economia desde 2009, quando o PIB caiu 0,3%. Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas pelo pas, atingiu R$ 4,4 trilhes

01/03/2013 | 09:06 | atualizado em 01/03/2013 s 15:27
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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que a soma de todos os bens e servios produzidos no pas, cresceu 0,9% em 2012, totalizando R$ 4,403 trilhes. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE).

A presidente Dilma Rousseff encerrou a cerimnia de inaugurao de unidade industrial no Rio, nesta sexta, sem comentar o resultado.

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Entenda o PIB

O PIB a soma de todos os bens e servios finais produzidos no pas. O IBGE calcula a quantidade e os valores de tudo o que produzido, como carros, pes e salrios. Para evitar contagens repetidas de um mesmo bem, as matrias-primas so desconsideradas. Somente o valor acrescentado em cada etapa da produo registrado. Bens usados e revendidos tambm so excludos porque o objetivo medir apenas a produo do ano de referncia.

A medio abrange todos os setores da economia agricultura, comrcio, servios, indstria e governo. Exportaes e importaes de bens e servios tambm so registradas. Com base nesse valor, chega-se ao PIB nominal. Para chegar ao crescimento real da economia, o IBGE precisa ainda descontar a inflao em relao ao ano anterior, o que faz o clculo considerar apenas a variao nas quantidades produzidas.

Mantega: crescimento foi abaixo das expectativas, mas est acelerando

Gleisi: PIB era previsto e reflete o passado

Acio critica PIB e diz que Pas est "no rumo errado"

Esse o pior desempenho da economia desde 2009, quando havia sido registrada uma queda de 0,3%. Em 2011, houve crescimento de 2,7% e, em 2010, de 7,5%.

A alta no 4 trimestre do ano passado, em relao ao trimestre anterior, foi de 0,6%. O crescimento, na comparao com o 4 trimestre de 2011, alcanou 1,4%.

Setores: indstria cai; servios e consumo de famlias sobem

O PIB da indstria caiu 0,8% em 2012 ante 2011. No quarto trimestre contra o terceiro trimestre do ano passado, o PIB da indstria subiu 0,4%. Na comparao com o quarto trimestre de 2011, o PIB da indstria mostrou alta de 0,1% no quarto trimestre de 2012.

O IBGE divulgou ainda que o PIB de servios mostrou alta de 1,7% em 2012 ante 2011. No quarto trimestre contra o terceiro trimestre do ano passado, o PIB de servios subiu 1,1%. Na comparao com o quarto trimestre de 2011, o PIB de servios mostrou alta de 2,2% no quarto trimestre de 2012.

O consumo das famlias registrou alta de 3,1% em 2012 ante 2011. No quarto trimestre ante o terceiro trimestre de 2012, houve avano de 1 2%. Na comparao com o quarto trimestre de 2011, o consumo das famlias aumentou 3,9% no quarto trimestre de 2012.

Segundo o IBGE, o consumo do governo subiu 3,2% em 2012 ante 2011. No quarto trimestre ante o terceiro trimestre de 2012, houve aumento de 0,8%. Na comparao com o quarto trimestre de 2011, o consumo do governo subiu 3,1% no quarto trimestre de 2012.

Mantega: crescimento foi abaixo das expectativas, mas est acelerando

Embora reconhea que o crescimento do PIB em 2012 esteve "abaixo das expectativas", o ministro da Fazenda, Guido Mantega, considera que a economia est em "recuperao".

Segundo o ministro, esta trajetria pode ser observada no contnuo crescimento do PIB ao longo dos trimestres em 2012. No ltimo trimestre, o PIB avanou 0,6% em relao ao terceiro trimestre, acima da taxa de 0,4% do perodo de junho a setembro na comparao com ajuste sazonal (livre dos efeitos tpicos de cada perodo).

O ministro espera que o PIB cresa entre 3% e 4% em 2013. "O importante esse movimento da economia, porque ela est acelerando de forma gradual e [esta acelerao] continua em 2013. J temos dados do primeiros meses do ano que mostram que essa trajetria de acelerao est se mantendo", afirmou Mantega.

Mantega disse ainda que espera que as medidas de estmulo tomadas pelo governo no ano passado surtam efeito em 2013.

"A desonerao da folha de pagamento s entrou plenamente em vigor em janeiro deste ano, a queda da taxa de juros demora a surtir efeito, a reduo da tarifa de luz comeou em 2013", citou Mantega. Voltar

Gleisi: PIB era previsto e reflete o passado

Para a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, o resultado do PIB de 2012 era previsto. "O resultado do PIB era esperado. Ele reflete o passado, principalmente a crise que tivemos com a indstria", disse nesta sexta-feira (1) em seminrio de infraestrutura do governo brasileiro na capital britnica.

Diante do crescimento de menos de 1% em 2012, Gleisi optou por um discurso otimista quando s perspectivas para economia nacional. "As informaes comeam a mostrar recuperao da economia brasileira nos investimentos. Ns j tivemos sinais bem claros de recuperao da indstria. Em fevereiro, tivemos crescimento de 1% ante janeiro. Isso vai ser ainda mais expressivo em maro", afirmou.

Em entrevista imprensa, a ministra listou os setores da economia que tm sinais positivos. "Servios vo bem, o agronegcio dever ter um de seus melhores anos e o comrcio vai bem. Temos todas as condies para um crescimento bom em 2013", disse. "As medidas necessrias foram tomadas em 2012 e acreditamos que a recuperao vai ser continuada", completou. Voltar

Acio critica PIB e diz que Pas est "no rumo errado"

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (1), o senador Acio Neves (MG), provvel candidato do PSDB Presidncia da Repblica em 2014, criticou o resultado do Produto Interno Bruto (PIB). Para o tucano, o governo Dilma Rousseff poderia ter tomado medidas no ano passado para evitar a estagnao, mas escolheu o "irrealismo". Em sua avaliao, o Brasil segue "no rumo errado".

"Se o governo Dilma no optasse pelo irrealismo e pela auto enganao, o Pas talvez tivesse se livrado do mau resultado do PIB anunciado h pouco pelo IBGE", inicia a nota do senador. "Tivesse o governo do PT tomado melhor p da situao j no decorrer de 2012, possvel que nossa economia no tivesse tido desempenho to negativo quanto o crescimento de 0,9% conhecido na manh desta sexta-feira. Tempo perdido no se recupera", afirma.

O tucano aponta que o Brasil cresceu "muito menos que o resto do mundo", que setores como a indstria "vo de mal a pior" e a expectativa para os prximos meses na rea de investimentos "no das melhores". "So diagnsticos que vimos apresentando ao longo dos ltimos meses, mas aos quais a gesto da presidente Dilma Rousseff contraps-se com previses to otimistas quanto irrealistas. O resultado oficial do IBGE mostra que estvamos certos, infelizmente", acrescenta. Voltar

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