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Infraestrutura

BR-050 recebe 8 propostas em leilão, BR-262 nenhuma

Informação foi dada pelo ministro dos Transportes, César Borges. O leilão será realizado na próxima quarta-feira (18)

13/09/2013 | 17:27 | atualizado em 13/09/2013 às 19:49
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O governo federal recebeu oito propostas de interessados na concessão da rodovia BR-050(GO/MG), mas não houve interessados na concessão da BR-262 >(ES/MG), disse o ministro dos Transportes, César Borges, a jornalistas nesta sexta-feira (13). O leilão será realizado na próxima quarta-feira (18), mas a entrega dos envelopes com as propostas ocorreu nesta sexta-feira.

A concessão marcará o primeiro teste real do apetite do mercado pelas concessões federais na área de infraestrutura logística.

A Queiroz Galvão e o consórcio Sertão, formado pelas empresas Fidens Engenharia, Aterca, Via Engenharia e Construtora Barbosa Melo, confirmaram inscrição para concorrer à concessão da BR-050. Segundo fontes, Triunfo Participações, Ecorodovias e CCR também entregaram propostas, assim como a Odebrecht e a Invepar.

De todo modo, a ausência de propostas pela BR-262 contrasta fortemente com o clima de euforia com o qual o governo vinha tratando o tema. Na semana passada, uma fonte a par do assunto dissera à Reuters que pelo menos 32 empresas haviam retirado a certidão negativa para se inscrever no leilão. "A BR-262 não deu viabilidade econômica", disse a jornalistas o gerente comercial de novos negócios da Fidens Engenharia, Nilton Chaves. Fontes de grupos que se inscreveram no leilão manifestaram a mesma preocupação.

Uma fonte de uma das empresas que apresentou proposta disse à Reuters que o desinteresse na BR-262 deve-se a inconsistências nas projeções financeiras da concessão. "As contas das receitas e das despesas não fechavam", disse a fonte.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou a lista dos oito grupos que apresentaram propostas para o leilão do trecho da rodovia BR-050: Construtora Queiroz Galvão; Triunfo Participações e Investimentos; Companhia de Participações em Concessões; Consórcio Verdemar (formado por Ecorodovias, Construtora Cowan, Coimex Empreendimentos, Rio Novo Locações, Tervap Pitanga Pavimentação, Contek Engenharia, A. Madeira Indústria e Comércio e Urbesa Administração); Consórcio Rodovia do Sertão (formado por Fidens Engenharia, Construtora Aterpa M. Martins, Via Engenharia, Construtora Barbosa Mello e Carioca Chistiani-Nielsen Engenharia); Consórcio Invepar-Odebrecht Transport (formado por Invepar e Odebrecht Transport); além do Consórcio Planalto (formado por Senpar, Construtora Estrutural, Construtora Kamilos, Ellenco Construções Engenharia e Comércio Bandeirantes e Greca Distribuidora de Asfaltos).

Rodovias

O último trecho leiloado pelo governo federal, a BR-101 no Espírito Santo, no início de 2012, apresentou deságio de mais de 45%.

O trecho da BR-050 tem 436 quilômetros de extensão, desde o entroncamento com a BR-040, em Cristalina (GO), até a divisa de Minas Gerais e São Paulo, no município de Delta. A estrada tem 218,1 quilômetros duplicados.

O trecho da BR-262 tem 375,6 quilômetros do entroncamento com a BR-101 no município de Viana (ES) até a BR-381 em João Monlevade (MG), sendo que 180,5 quilômetros de duplicação estão a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Surpresa

Segundo o ministro, a falta de interessados para o lote da rodovia ligando os dois Estados do sudeste é uma surpresa. Segundo ele, nenhuma companhia apresentou qualquer problema em relação à rodovia e foram feitas mudanças pedidas por elas para melhorar a atratividade dos negócios. "Todos os dados que tínhamos é que as duas rodovias eram atrativas", afirmou o ministro que na semana passada classificou-as como "o filé" do programa de concessões.

Segundo o ministro, o governo tem a opção agora de reabrir o leilão da 262 com os mesmos estudos ou refazer os estudos para iniciar uma nova concorrência. Há também a opção de retirar a rodovia do programa de concessões. Ele afirmou que ainda é cedo para saber qual decisão será tomada.
Mesmo com o fracasso de um dos lotes, Borges afirmou que os outros seis leilões previstos para este ano estão mantidos.
"Não fico frustrado. Saímos empatados. Vamos para frente agora porque queremos ser vitoriosos e o programa é importante para país", afirmou Borges.

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