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Manifestação

Centro de distribuição dos Correios em Curitiba é afetado por protesto

Um dia antes de definir em assembleia sobre greve da categoria no estado, trabalhadores se manifestam em unidade dos Correios da CIC. Empresa diz que atendimento não é afetado

16/09/2013 | 09:59 |
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Funcionários do centro de distribuição dos Correios da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) promovem, nesta segunda-feira (15), um protesto por uma questão trabalhista. Um funcionário foi demitido após não passar no período de experiência, e carteiros descontentes com o desligamento do colega se manifestam contra a situação. A estatal diz que o atendimento aos clientes não é afetado.

Luiz Henrique Ferreira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom), diz que o protesto na unidade ocorre desde quarta-feira (11). “O CIC é um bairro grande e ele está com o contingente de distribuição de 80% parado. [Os Correios] estão fazendo desvio de cargas para o centro de distribuição mais próximo. Fazemos a paralisação em apoio ao companheiro, porque achamos que foi injusto com ele; disseram apenas que não cumpria os requisitos da empresa.”

A assessoria de imprensa dos Correios confirmou que houve uma demissão, mas que não houve nenhuma irregularidade no processo. O empregado tinha sido recém-contratado, segundo a empresa, e não passou em um período de experiência. A situação, conforme a entidade, é normal, um procedimento padrão que acontece em qualquer empresa.

A entidade também confirmou o fato de cargas terem sido desviadas para outros centro de distribuição, mas não pelo número de adeptos ao movimento. Conforme informou a empresa, os manifestantes bloquearam acessos dos veículos ao depósito, o que obrigou a tomada dessa medida. Nenhuma entrega deixou de ser feita, segundo a assessoria da estatal.

Funcionários ameaçam greve

O Sintcom promove uma assembleia estadual nesta terça-feira (17) para decidir se a categoria paralisa as atividades no estado. Ferreira diz que a expectativa dos dirigentes é de que os funcionários decidam pela paralisação, já que a negociação nacional tem uma proposta abaixo do esperado pela classe.

Os trabalhadores do São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Tocantins e Rio Grande do Norte, que fizeram a greve antes do restante do país, já aceitaram a proposta da estatal de reajustar os salários em 8%, resultado da reposição da inflação do período (6,27%) mais um aumento real de 1,7%. O diretor do Sintcom admite que a falta de unidade na paralisação possa dificultar a negociação e obtenção de novos benefícios.

“A proposta nossa é de que, além do reajuste salarial, o plano de saúde seja revisto. Não está do jeito que a gente queria. Eles querem que o trabalhador antigo fique apenas mais um ano no plano atual e depois migre para o privado que estão oferecendo. Já o trabalhador novo entraria direto no novo plano de saúde”.

Na última sexta-feira (13), trabalhadores dos Correios de quatro estados ">encerraram a greve e aceitaram a proposta da empresa. Em reunião nesta quinta-feira, os Correios ofereceram reajuste de 8% sobre os salários, e de 6,27% sobre os benefícios, além de um depósito extra de R$ 650,65 ao fim do ano e pagamento do Vale-Cultura a todos os funcionários.

No período, segundo os Correios, a empresa registrou presença de 92,15% de seus funcionários pelo sistema de ponto eletrônico. Mesmo assim, 22% da carga não chegou em dia, segundo a empresa. Apenas serviços com hora marcada foram prejudicados nos dias de greve.

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