Terça-feira, 09/02/2010
Sindicato da categoria diz que nenhuma atividade foi completamente suspensa, mas que por conta do efetivo mínimo que mantém as atividades, o serviço está se acumulando
27/11/2009 | 13:31 | Célio YanoDesde o início da semana, processos que correm nas Varas do Trabalho de todo o Paraná sofrem atrasos ou estão completamente parados por conta de uma greve por tempo indeterminado deflagrada pelos servidores da Justiça do Trabalho de todo o país na última segunda-feira (23). A informação é do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho do Paraná (Sinjutra-PR), que estima que em Curitiba mais de 50% dos empregados do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) aderiram à paralisação.
A servidora Carla Rovel, coordenadora do Sinjutra-PR, diz que as atividades não foram completamente suspensas, mas que por conta do efetivo mínimo que está trabalhando, todo o serviço está atrasando. “O recebimento, a distribuição e as audiências estão ocorrendo, mas há lentidão, e os processos vão se acumulando nas nossas mesas”, diz.
Carla explica que os servidores decidiram entrar em greve após um acordo de reajuste salarial, já firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF), ter ficado parado por conta da interferência contrária de associações de magistrados e procuradores. “Levamos dois anos para definir o plano, que prevê um aumento de 15% em nosso salário base e representa a equiparação com outras categorias. Quando o STF decidiu enviar o projeto ao Congresso, entidades de outras categorias encaminharam um ofício questionando o acordo, e todo o avanço que havíamos conquistado congelou”, explica.
Em todo o Paraná, trabalham cerca de 1,9 mil servidores da Justiça do Trabalho. O Sinjutra-PR não tem números sobre a adesão em todo o estado, mas Carla diz que o quadro de insatisfação na categoria é geral. “Em Foz do Iguaçu, servidores das três Varas estão parados. Hoje [sexta-feira] a greve começou em Londrina, e houve adesão nas sete Varas da cidade”, conta.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do TRT-PR divulgou uma nota oficial em que diz apenas que nenhuma audiência foi suspensa. “A greve nacional no Judiciário Federal não alterou as datas das audiências da Justiça do Trabalho do Paraná. Quem tem audiência agendada deve comparecer nos horários marcados nas respectivas unidades judiciárias”, diz o texto.
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