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Receita Federal

Greve de auditores fiscais atrasa despachos em terminal de Foz

Desde segunda-feira, toda carga movimentada no porto seco da fronteira passa pelo despacho aduaneiro completo como parte da operação-padrão

20/06/2012 | 21:20 |
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A operação-padrão dos auditores fiscais da Receita Federal começou a gerar os primeiros reflexos na movimentação das exportações e importações brasileiras.
A categoria reivindica reajuste salarial de 30,18%. O governo federal, segundo o Sindifisco, não fez nenhuma proposta até agora.

Em Foz do Iguaçu (PR), o pátio de caminhões do porto seco, que comporta cerca de 720 veículos, já está lotado. Havia outros 200 aguardando senha para entrar nesta quarta-feira (20). O terminal é o segundo maior porto seco do país. Recebe e envia cargas sobretudo ao Paraguai e à Argentina.

Desde segunda-feira, os auditores fiscais estão passando pente fino em todas as cargas dos canais amarelo e vermelho de exportação e importação produtos que necessariamente passam por checagem de documentação, mas nem sempre pela conferência física da carga. Com a operação-padrão, todas essas cargas estão sendo checadas, o que atrasa o despacho aduaneiro.

Em Foz do Iguaçu, as cargas amarela e vermelha representam cerca da metade dos 500 caminhões diários que passam pelo porto seco com a operação-padrão, apenas 30 estão passando pelo despacho diariamente.

A maioria das cargas em espera são exportações de fertilizantes, veículos (para a Argentina) e máquinas.
Agora, os transportadores temem revoltas de caminhoneiros e deterioração das cargas, caso a espera se arraste.

Quem está na fila não tem banheiro, restaurante, não pode abandonar o caminhão porque roubam. Chega um momento em que a motoristada se revolta, diz o empresário Mário Alberto de Camargo, da Associação Comercial de Foz do Iguaçu.

Em Manaus, a mobilização provoca atraso de 10% na liberação semanal de cargas importadas pelas indústrias e despachadas pela alfândega do aeroporto da cidade.
O diretor do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas) Ronaldo Mota disse que advogados das indústrias preparam ações judiciais contra o governo para pedir a liberação de cargas retidas.

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