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Bancários de São Paulo querem aumento real de 5%

Reivindicação desses sindicatos está alinhada com a conquista de outros sindicatos de metalúrgicos no Estado (ABC, Taubaté e São Carlos), filiados à CUT

20/07/2012 | 10:55 |
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Bancários e metalúrgicos vão se reunir nos próximos dias para decidir a pauta nacional de reivindicações da campanha salarial deste ano. Em encontro realizado no último dia 14, os bancários do Estado de São Paulo concordaram em levar à 14ª Conferência Nacional, entre esta sexta-feira e o próximo domingo, em Curitiba, pedido de reajuste salarial de 10,25%, o que significa um aumento real de cerca de 5%. Já os metalúrgicos de São José dos Campos e região discutirão a pauta na quarta-feira (25), em Campinas.

Participação do encontro em Campinas representantes dos sindicatos de metalúrgicos de Campinas, Limeira e Baixada Santista, além de São José dos Campos e região. No ano passado, os reajustes nominais conquistados ficaram entre 10% e 11%. "Com a inflação convergindo para o centro da meta, a pressão é para um aumento real significativo", afirma o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antonio Ferreira de Barros.

A reivindicação desses sindicatos está alinhada com a conquista de outros sindicatos de metalúrgicos no Estado (ABC, Taubaté e São Carlos), filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que conseguiram no ano passado um acordo válido também para 2012 e que garante 5% de aumento real. O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes ainda não iniciou a campanha salarial deste ano - a data-base da categoria é em novembro.

Comerciários e petroleiros

Os comerciários, com data-base em 1.º de setembro, estão mais adiantados. Eles já entregaram as reivindicações à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O reajuste pedido é de reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais 5%, proposta parecida com o resultado obtido nas negociações do ano passado.

De acordo com o coordenador de relações sindicais do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), José Silvestre, os dados parciais das negociações salariais do primeiro semestre deste ano indicam um quadro favorável a conquistas das reivindicações dos trabalhadores. "Os resultados tanto do ponto de vista do ganho real médio como da proporção de negociações com reajuste acima do INPC são melhores do que o verificado no ano passado", afirma.

Silvestre explica que o aumento do salário mínimo registrado em 2012 (14%), a inflação em tendência de queda e os dados positivos do mercado de trabalho são fatores que contam a favor do trabalhador nas conversações. "Além disso, as negociações se darão em um cenário de aceleração da economia, como está sendo esperado no segundo semestre", diz.

Para ele, as categorias que terão maiores dificuldades são aquelas cujos setores são muito dependentes do mercado externo, como o petroquímico. As duas entidades sindicais representativas do setor, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), estão divididas. A primeira aceitou a proposta da Petrobras, de R$ 760 no piso, além de um valor adicional de R$ 1.296 ou 12% do salário do trabalhador (o que for maior). Para a FNP, a oferta da Petrobras é uma tentativa de "enganar" os trabalhadores. A proposta será analisada pelos sindicatos até o fim desta semana em caso seja rejeitada, a categoria ameaça entrar em greve a partir da próxima sexta-feira (27).

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