Terça-feira, 09/02/2010
Há quase quatro anos, o analista financeiro Glauber Fujita trocou as chuteiras pelo tênis de corrida. De lá pra cá já percorreu centenas, ou milhares, de quilômetros em treinos e provas – entre elas, duas maratonas de Curitiba e quatro São Silvestre. “Um amigo me convidou para participar de uma prova e eu fui. Tomei gosto.”
O orçamento mensal para bancar o esporte inclui R$ 90 da assessoria esportiva e cerca de R$ 200 com acessórios e suplementos alimentares. Há ainda, em média, outros R$ 200 ou R$ 300 por mês para se inscrever em provas e o mesmo valor para bancar os custos com viagens. “Gosto de corridas mais longas e provas de aventura que, em geral, acontecem em Santa Catarina”, diz. “Gasto bastante, mas vale o preço. Sem essas provas, não seria tão divertido. Além disso, detesto academia.”
Muito? Nas contas de Fujita ainda é preciso incluir os tênis – principal preocupação de 10 entre 10 corredores. Como o analista faz treinos longos, de até 70 quilômetros por semana, eles são trocados de seis em seis meses. Atualmente são quatro no armário, que custaram entre R$ 300 e R$ 400 cada.
E, uma vez que os tênis são tão importantes, opções não faltam. Para se ter uma ideia, a loja Procorrer tem atualmente 327 opções diferentes à disposição, cujos preços variam entre R$ 99,90 e R$ 800. De olho no crescimento do número de corredores, a loja tirou os artigos ligados ao futebol da prateleira e se especializou no esporte há pouco mais de dois anos – quando também abandonou o antigo nome: Ironman. “No início, houve uma queda no faturamento. Mas em menos de seis meses a tendência se reverteu. Hoje faturamos 50% mais do que naquela época”, conta o gerente geral, Leonardo de Almeida.
De tudo
E os tênis são apenas uma pequena parte. As prateleiras da Procorrer oferecem mais de 6,3 mil peças diferentes para quem pratica o esporte. “A variedade de acessórios cresceu muito. Hoje temos desde luvas específicas para correr, com bolsinho para colocar a chave de casa ou do carro, até um sensor que você coloca no tênis para medir o percurso.”
Esse sensor citado por Almeida é o Nike Plus – um sistema desenvolvido pela marca em parceria com a Apple e que funciona ligado ao iPod (tocador de mp3). Ele oferece ao corredor informações de tempo, distância, ritmo e calorias gastas, por exemplo. Mas, mais do que isso, alimenta um banco de dados on-line e reúne mais de 1,2 milhão de corredores no mundo todo (34 mil no Brasil). Em outras palavras, é um verdadeiro “mapa da mina” para uma marca criada por corredores e especializada nesse público. É curioso saber que esses corredores já queimaram juntos os quilos equivalentes a dez aeronaves Airbus A380. Mas é ainda mais valiosa a informação de que domingo é o dia preferido para corrida e que os treinos duram, em média, 35 minutos
“Sem dúvida, é um banco de dados rico para a marca. Ele nos permite receber feedbacks dos consumidores, os quais podemos transformar em produtos e serviços”, diz o o gerente de running da Nike, Christiano Coelho. “Esse é um mercado que se sofisticou muito e está cada vez mais ligado em tecnologia. As pessoas estão dispostas a investir em um calçado adequado, por exemplo, porque querem segurança.”
ATUALIZADOhá 58min
Presentes de casamento: em que situações devem ser devolvidos?
ATUALIZADOhá 3h
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé