Terça-feira, 09/02/2010
Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Gustavo Shier apostou no imóvel como forma de investimento
Preço alto até surpreende quem procura um imóvel, mas condições de compra melhoraram nos últimos meses
Publicado em 20/09/2009 | Cristina Rios e André LückmanMoradora de Curitiba há sete anos, a professora Maria Rosildes Leite também está contando os dias para deixar o aluguel: mesmo com a alta do mercado, adquiriu na planta – juntamente com sua filha – dois apartamentos no Ecoville. “Não foi barato”, diz ela, que estudou a compra por um ano antes de assinar contrato. “Eu consegui aproveitar uma sequência de oportunidades: recebi uma proposta boa, em um local bom, e vou poder morar próximo da minha filha. No fundo foi uma decisão familiar”, diz.
Antônio Costa/ Gazeta do Povo
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Maria Rosildes negociou desconto
Os dois apartamentos, vizinhos de bloco no mesmo condomínio, estavam orçados, juntos, em R$ 810 mil. Com a negociação conjunta, fecharam em aproximadamente R$ 715 mil – um desconto de quase 12% no preço original. “Estudamos as propostas, as taxas de juros menos exorbitantes também ajudaram, e acabamos fechando”, avalia.
A perspectiva de valorização dos preços no médio prazo, por outro lado, trouxe de volta para esse mercado o investidor que compra para alugar ou revender. A redução da taxa de juros e as perdas nas bolsas de valores provocadas pela crise também fizeram com que o imóvel voltasse a ser atrativo para esse público. Gustavo Schier Rosalinski, que acaba de comprar um imóvel de R$ 600 mil no bairro Água Verde, diz que achou caro o valor, mas a remuneração vale a pena. “Paguei, à vista, cerca de R$ 2 mil o metro quadrado. Quando ficar pronto ele vai valer R$ 2,7 mil”, afirma. “Além disso, consegui negociar um desconto para pagamento à vista”.
Segundo o presidente do Sinduscon-PR, Hamilton Franck, o preço de venda dos imóveis prontos está em média 25% superior aos de lançamento, o que deve favorecer a opção do imóvel como investimento. Esse movimento também deve ganhar força com a poupança se tornando menos atrativa com as novas regras que o governo pretende adotar para o setor, afirma o presidente do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), Luiz Carlos Borges da Silva.
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