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A refinaria da Petrobras em Araucária começou a produzir neste mês o “coque verde”, principal matéria-prima da Coquepar |
A refinaria da Petrobras em Araucária começou a produzir neste mês o “coque verde”, principal matéria-prima da Coquepar
Indústria

Coquepar quer iniciar obras de fábrica em Araucária ainda em 2012

Empresa vai fabricar coque calcinado – matéria-prima para a indústria de alumínio – ao lado da Repar

Texto publicado na edição impressa de 26 de agosto de 2012

Com pelo menos três anos de atraso, a Companhia de Coque Calcinado de Petróleo (Coquepar) planeja iniciar ainda neste semestre a construção de sua primeira fábrica. Joint venture entre a Petrobras e o grupo paulista Unimetal, a empresa vai erguer uma unidade em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ao lado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

A fábrica vai produzir até 345 mil toneladas por ano de coque calcinado, produto que serve de matéria-prima para a indústria de alumínio. E vai aproveitar os gases oriundos da queima de coque para gerar energia elétrica – a potência instalada será de 10 megawatts, capaz de abastecer uma cidade de 30 mil habitantes.

A Coquepar, que respondeu por e-mail a questões enviadas pela Gazeta do Povo, não revela quanto pretende investir, mas, em ocasiões anteriores, havia estimado um desembolso de R$ 500 milhões. A companhia diz que o empreendimento vai gerar, direta e indiretamente, 750 empregos durante a construção e 450 quando entrar em funcionamento. As obras devem durar quase dois anos.

No início, a empresa queria se instalar em um município próximo a Araucária. No fim de 2008, chegou a anunciar a escolha de Rio Negro, na divisa com Santa Catarina. Mas acabou optando por um terreno na BR-476, vizinho à Repar. A refinaria, afinal, será a fornecedora da matéria-prima da Coquepar, o chamado “coque verde”, um subproduto sólido do refino de petróleo. O coque calcinado é obtido a partir do aquecimento do coque verde a até 1.300 ºC.

Mercado

A Coquepar não disse para quem venderá o coque calcinado. Três anos atrás, seu diretor-superintendente, Rubens Novicki, afirmou que cerca de 90% da produção seria exportada, aproveitando a boa reputação internacional do coque brasileiro, que tem baixo teor de enxofre. Mas, desde então, a própria empresa enfrentou algumas mudanças.

O estouro da crise em 2008 atrasou o cronograma da fábrica, que, pelo plano inicial, ficaria pronta em 2011. A Brazil Energy, que tinha 30% da Coquepar, deixou o negócio no começo de 2011. E o projeto da segunda calcinadora da Coquepar, em Seropédica (RJ), está tendo sua viabilidade reavaliada “em decorrência de alterações econômicas no mercado”, segundo o último balanço da empresa.

A única calcinadora de coque em funcionamento no país é a Petrocoque, de Cubatão (SP), fundada em 1972. Também controlada por Petrobras e Unimetal, ela tem capacidade de produção de 500 mil toneladas por ano. A gigante norte-americana Oxbow Carbon fechou em 2010 um acordo com a Petrobras para a construção de uma calcinadora em Pernambuco, orçada em US$ 200 milhões. Mas ela depende da conclusão da Refinaria Abreu e Lima, que está atrasada e só deve entrar em operação em 2014.

Licença ambiental

O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) liberou a licença prévia (LP) para a Coquepar no início de julho, estabelecendo as condições que a empresa terá de cumprir para obter a licença de instalação, que autoriza o início das obras. Na LP, o instituto informou que a linha de transmissão de energia planejada pela Coquepar terá de ser licenciada separadamente. E lembrou que, antes de entrar em operação, a unidade de cogeração de energia precisará de autorização da Assembleia Legislativa.

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