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Trabalho

Criatividade substitui a doméstica

Com regras mais rígidas para a contratação, famílias assumem tarefas do lar e condomínios investem em serviços compartilhados

  • Lana Canepa, especial para a Gazeta do Povo
Leonardo de Oliveira, da administradora de condomínios Manager: no Life Space, cada apartamento pagará R$ 150 por mês por alguns serviços domésticos |
Leonardo de Oliveira, da administradora de condomínios Manager: no Life Space, cada apartamento pagará R$ 150 por mês por alguns serviços domésticos
 
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As mudanças nas regras para a contratação de trabalhadores domésticos devem ter grande impacto na rotina dos brasileiros. Famílias que passam cada vez menos tempo em casa investem em soluções criativas para dar conta dos afazeres domésticos nessa nova realidade.

A empresária Lenise Turra organiza sua casa – com sete banheiros e mais de 400 metros quadrados – sem a ajuda de empregada ou diarista. A empresária investe em produtos, acessórios e muita tecnologia para dar conta do serviço: tem duas máquinas de lavar, uma secadora e uma máquina de lavar louça.

“Uso panos úmidos descartáveis e uma vassoura giratória que acelera o trabalho. Também deixo os produtos de limpeza prontos, diluídos em água, em borrifadores, que aplico com pano seco, e uso um rodo que tem uma bucha na ponta. Todos os dias gasto três horas para fazer todo o serviço”, afirma Lenise.

Para espaços bem menores, uma solução é compartilhar serviços. Alguns condomínios de Curitiba, de apartamentos pequenos – com cerca de 30 metros quadrados – investem em novidades como a oferta de serviços de lavanderia, diaristas e até pequenos reparos. Os moradores que contratarem um ou mais serviços vão pagar as despesas junto com a taxa de condomínio ou diretamente à empresa prestadora do serviço.

Silvia Queiroz é professora e vai morar sozinha no empreendimento Life Space, entregue mês passado pela construtora Invespark. Hoje ela gasta R$ 240 por mês com a diarista, mas deve dispensá-la assim que se mudar. No novo apartamento, quando chegar do trabalho, encontrará tudo limpo e organizado, como em um hotel. “Pretendo usar tudo que eles oferecerem para facilitar a minha vida”, diz.

Segundo Leonardo de Oliveira, da Manager, a administradora do condomínio, a expectativa é de que cada condômino pague cerca de R$ 150 por mês pelo serviço. “Vale muito a pena, pela comodidade que os moradores terão.”

Essa é uma tendência, segundo o presidente do Sindicato dos Arquitetos de Curitiba, Orny Hütner Junior. “Executivos, casais jovens, pessoas que passam pouco tempo dentro do apartamento já dependiam desses serviços fora de casa. É apenas uma adaptação”, explica Junior.

Personal organizer cobra até R$ 450 para propor soluções

Para quem dispensou a empregada e viu a casa virar uma bagunça, talvez a solução seja contratar uma personal organizer. Essa profissional localiza os problemas, propõe soluções e cria uma rotina de organização que deve ser seguida por todos os moradores. Depois de 20 dias, ela volta para saber se a família está mantendo tudo no lugar.

“As pessoas não contratam uma organizadora profissional porque são desorganizadas. O que ocorre com os meus clientes, geralmente, é que eles estão passando por uma fase de mudança, muitas vezes positiva, como a chegada de um filho, uma promoção no trabalho ou uma reforma na casa, e precisam de ajuda para colocar as coisas no lugar”, afirma a personal organizer Irene Loureiro. A diária de uma profissional da organização pode custar entre R$ 350 e R$ 450.

Quem tem a organização da casa sob controle, mas vê a arrumação se desfazer ao longo do mês, deve checar se a rotina está sendo seguida por todos os moradores – e identificar quem é o responsável pela bagunça. É importante, também, colocar essa rotina no papel. E, para que ela funcione, as tarefas precisam ser divididas entre os membros da família.

Eletrodoméstico “inteligente” dá uma força

A indústria corre para criar lançamentos que prometem aumentar a praticidade da vida doméstica. Entre as apostas estão geladeiras que avisam quando os alimentos vão vencer e lavadoras que pesam a roupa e medem a quantidade de sabão e de amaciante. Também devem ganhar espaço as máquinas de lavar louças, lava-e-seca e fritadeiras que não usam óleo, não fazem fumaça nem sujam o fogão.

Outro lançamento é o fogão que permite baixar receitas pela internet e pode ter o forno programado para seguir as temperaturas e horários dessas receitas. O smart cook (fogão inteligente) foi desenvolvido no Brasil e já começou a ser vendido pela Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, com preço sugerido de R$ 4,6 mil.

A mesma marca lançou uma geladeira que permite compartilhar listas de compras com toda a família. Desde dezembro de 2010, a Electrolux também oferece produtos da linha i-kitchen, que vêm equipados com tecnologia para smartphone, tela sensível ao toque, memórias carregadas de receitas e entrada USB.

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