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DirecTV avalia fazer oferta por GVT, diz fonte

Processo de venda da GVT está em estágio inicial e a Vivendi não quer apressar o desinvestimento do que considera um ativo importante

 
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A norte-americana DirecTV está considerando fazer uma oferta pela operadora de telecomunicações brasileira GVT, controlada pelo grupo francês Vivendi, afirmou uma fonte próxima do assunto nesta quarta-feira (19). A DirecTV é a segunda maior operadora de TV paga do Brasil, com quase 30% do mercado por meio da marca Sky. Em janeiro, a Sky anunciou ter interesse na compra da operadora de TV por assinatura e banda larga Acom Comunicações, controlada indiretamente pela português Grupo SGC Telecom. O processo de venda da GVT está em estágio inicial e a Vivendi não quer apressar o desinvestimento do que considera um ativo importante, com forte potencial de crescimento e que pode alcançar 8,5 bilhões de euros. A Reuters noticiou em julho que a Vivendi estava revisando seu portfólio de ativos e estratégia na tentativa de reduzir dívida e melhorar o preço de suas ações e que por isso estava considerando vender a GVT, depois de ter buscado interessados para sua unidade de videogames Activision Blizzard. Uma fonte próxima do processo informou à Reuters que a DirecTV está entre os potenciais interessados na GVT. Além disso, Telefónica e Telecom Italia também estão entre os potenciais ofertantes, mas atravessam programas de redução de dívida que podem colocar o preço da GVT difícil de alcançar, segundo fontes familiares com o assunto. Sergio Rodriguez, analista de crédito da Fitch Ratings, afirmou que a GVT não é um negócio "necessário" para a América Móvil, que opera no Brasil sob a marca Claro, mas o grupo poderia bancar a compra da operadora se decidir fazer isso. "Carlos Slim (controlador da América Móvil) tem uma estratégia de comprar empresas a preços razoáveis, então vai depender de quanto a Vivendi vai pedir", disse Rodriguez. A Vivendi comprou a GVT em 2009 por 2,9 bilhões de euros depois de uma guerra de oferta com a Telefónica, que considerou na época o negócio como importante para seu crescimento no Brasil. Apesar da GVT ser um motor importante de crescimento para o grupo francês, também consome nível considerável de recursos.

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