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Desenvolvimento

Incubadoras dão suporte para empresas nascentes

Entidades prestam consultoria especializada e apoio para pesquisa e desenvolvimento a baixo custo. Objetivo é impulsionar novos negócios

  • Anna Paula Franco
José Evangelista Júnior, da Beetech, com o óculos de realidade virtual: apoio da Intec para desenvolver novo produto |
José Evangelista Júnior, da Beetech, com o óculos de realidade virtual: apoio da Intec para desenvolver novo produto
 
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Um ambiente protegido, cercado de equipe técnica qualificada, que garante suporte à sobrevivência do assistido até que esse tenha condições de se desenvolver sem ajuda. A definição popular do equipamento médico usado nas unidades de terapia intensiva para atendimento de prematuros está totalmente relacionada às similares empresariais. Em todo o país, 384 incubadoras respondem por mais de 5 mil empresas, entre incubadas e graduadas, nos últimos 25 anos, de acordo com dados da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

O Paraná, junto de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, são os estados com maior número de organismos de estímulo e apoio ao desenvolvimento de empresas nascentes. A maior parte delas (40%) dedicada a empresas de base tecnológica. Mas há modelos tradicionais e voltados à economia solidária.

Ligadas a universidades, institutos de pesquisas ou ao poder público, as incubadoras admitem, via edital e avaliação de modelo de negócios, empresas com perfil inovador e que necessitem de investimento e pesquisa para desenvolver o produto ou serviço. “As empresas já devem estar estabelecidas, com um projeto estruturado que possa ser submetido à avaliação técnica”, explica Gilberto Lima, gerente da Incubadora Tecnológica de Curitiba (Intec), do Instituto Tecnológico do Paraná (Tecpar).

A Intec foi a primeira a ser criada no Paraná, a quinta do país, e hoje é referência para a formatação de modelos semelhantes. Tem uma unidade na capital e outra em Jacarezinho, no Norte Pioneiro, com capacidade total para atender 19 empresas residentes. Atualmente, sete estão incubadas em Curitiba, mas há vagas para instalação de outras seis em cada polo, além do acompanhamento remoto de outras empresas, que já tenham infraestrutura instalada e buscam a Intec para desenvolvimento de produtos específicos.

Tempo de incumbação

Em média, o período de incubação varia de um a quatro anos. “Em alguns casos, a empresa tem um projeto inovador, mas precisa de laboratórios para protótipos e testes que não compensam o investimento nos equipamentos para desenvolver o produto. O modelo não-residente atende à essa necessidade”, explica Lima.

Esse é o perfil da Beetech, especializada em software que desenvolve games e aplicativos educativos. Instalada no Parque de Software de Curitiba, a empresa também é atendida pelo Intec para desenvolver um novo produto, um óculos de realidade virtual, montado a partir de um smartphone.

As pesquisas estão sendo realizadas há cinco meses e a ideia de José Evangelista Terrabuio Júnior, sócio fundador da Beetech, é concluir o desenvolvimento em um ano. “A incubadora oferece um universo de pesquisa e tecnologia que a empresa não teria condições de manter. Além disso, há orientação sobre governança e gestão corporativa, que ajuda a cobrir lacunas e crescer ordenadamente”, diz.

Qualificação

“Graduação” das empresas só vem depois de trabalho intenso

Entrar em uma incubadora não é a parte mais difícil para a empresa. É só o começo de um período de trabalho intenso, dedicado à busca de autonomia para estabelecer-se no mercado e andar com as próprias pernas. No jargão técnico, a empresa torna-se graduada. “Nos dedicamos a reduzir uma taxa de mortalidade cruel para as empresas brasileiras. A cada cinco, apenas um empreendimento supera os dois anos de vida”, aponta Gilberto Lima, gerente da Intec.

Para garantir esse suporte, o Tecpar aplicou R$ 1,07 milhão na Intec em 2013. E pretende ampliar em 26% o aporte em 2014, chegando a R$ 1,35 milhão. Esses recursos garantem a manutenção de laboratórios, equipamentos de ponta como máquina de prototipagem e impressora 3D e a presença de consultores, e pesquisadores envolvidos diretamente na rotina dos incubados. Os empresários têm acesso a assessorias científica, econômica, de marketing e comunicação, além de apoio institucional e de prospecção de oportunidades e de capital.

As incubadoras têm equipes próprias e apostam em parcerias e relacionamento com instituições como o Sebrae, que desenvolve metodologias de atuação desses organismos em todo o país. No Paraná, das 14 incubadoras ativas, 12 mantêm convênio com o Sebrae. “Desenvolvemos um modelo de gestão para aprimorar processos de seleção, captação, gestão financeira, identificação de perfil do empreendedor e elaboração de contratos”, explica Aloísio Cerqueira, consultor da entidade.

Em Curitiba, a Intec tem 1,5 mil metros quadrados para instalação de até dez empresas em módulos que podem variar de 15 a 60 metros quadrados. No início do contrato, o empresário contribui com o condomínio, proporcional à área ocupada. Na fase final, na graduação, são pagos royalties de 3% sobre o faturamento.

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