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"Se não há gente qualificada aqui, o custo das empresas cresce, ou porque precisam trazer gente de fora ou porque precisam qualificar." Carlos Echeverria, diretor de RH da Associação Paranaense de Cultura (APC) e organizador de pesquisa sobre a necessidade de mão de obra de 17 grandes companhias do estado
Trabalho

Empresas precisam de 7,9 mil técnicos até 2014

Segundo pesquisa feita com 17 grandes companhias do estado, falta de mão de obra qualificada pode afugentar investimentos

Texto publicado na edição impressa de 15 de fevereiro de 2011

Empresas precisam de 7,9 mil técnicos até 2014 Ampliar

Preocupadas em preencher 18,3 mil vagas de trabalho nos próximos quatro anos, 17 grandes empresas de Curitiba e região se reúnem na manhã de hoje com representantes do governo para discutir a oferta de mão de obra especializada no Paraná. A de­­manda a ser apresentada equivale a uma alta de 28% sobre a atual força de trabalho dessas companhias, que é de 65 mil empregados diretos. A maior necessidade é a de funcionários com formação técnica (cerca de 7,9 mil pessoas, ou 43% da demanda total), seguida por formados no ensino superior (30%) e no ensino médio (27%). Não há de­­­manda para quem tem formação inferior ao segundo grau.

O levantamento das em­­presas mostra que elas planejam investir, juntas, R$ 13 bilhões até o fim de 2014. No mesmo período, o faturamento previsto do grupo é de R$ 32,8 bi­­lhões. Os diretores de Re­­cur­­sos Hu­­ma­­­­­nos das com­panhi­as (veja a lista completa no gráfico) querem que o governo adote medidas para melhorar e aumentar a formação de jovens no ensino técnico no estado, sob ameaça de que novos investimentos sejam realizados em outras regiões do país.

"Esperamos que o governo nos ajude na fomentação da qualificação, sendo o intermediário e o catalisador das necessidades de mão de obra. Outros estados estão se mobilizando nesse sentido e as empresas que estão cogitando fazer ampliações já pensam em seguir para outros lugares, onde a qualificação técnica tem uma perspectiva mais concreta do que aqui", diz Markus Busch, vice-presidente de Recursos Humanos da Aker Solutions, multinacional do setor de óleo e gás.

Organizador da pesquisa, Carlos Echeverria, diretor de RH da Associação Paranaense de Cultura (APC), mantenedora da PUCPR e dos hospitais Cajuru e Santa Casa, afirma que a falta de profissionais está elevando o "custo Paraná". "Se não há gente qualificada aqui, o custo das empresas cresce, ou porque precisam trazer gente de fora ou porque precisam qualificar." A APC é uma das maiores empregadoras do estado, com 8 mil funcionários.

Cursos

O Paraná tem hoje 254 escolas que ofertam educação profissional, em 170 municípios. Ao todo, são 48 cursos técnicos e 96,8 mil alunos matriculados, dos quais 49,9 mil no ensino médio integrado e 46,8 mil no pós-médio. O primeiro grupo é o de alunos vindos da 8.ª série e que cursam as disciplinas do ensino médio mais as do curso profissionalizante escolhido. Alunos do pós-médio são os já graduados no ensino médio e que cursam apenas as disciplinas específicas da escola técnica.

Embora o número de alunos matriculados na educação profissional no estado seja bem superior à necessidade de técnicos apontada pela pesquisa, é preciso ressaltar que o levantamento se refere a apenas 17 empresas – a demanda de todo o estado, portanto, é bem maior. Além disso, o estado carece de cursos de formação para algumas funções mais especializadas, como na área de petróleo e gás.

A demanda pelos cursos depende da vocação econômica da região, de acordo com Carlos Alberto de Ávila, reitor em exercício do Instituto Federal do Paraná (IFPR). "Aqui em Curitiba há bastante procura pela área de saúde [técnico em radiologia e em enfermagem], de gestão [contabilidade, transações imobiliárias] e informática", afirma ele. "Mas, se você pegar um município como Foz do Iguaçu ou Paranaguá, há uma demanda por técnico em aquicultura."

Criado em 2008, o IFPR formou 600 técnicos no ano passado. A meta estipulada pelo governo federal é chegar a 2016 formando de 4,8 mil a 5 mil alunos por ano. "Temos realizado audiências públicas com a comunidade nos locais onde estão instaladas as escolas para entender quais são as carências da região. A partir daí, preparamos um estudo com os cursos a serem ofertados", diz Ávila.

O governador do Paraná, Beto Richa, não estará presente no encontro. Ele será representado pelo vice-governador e secretário de Estado da Educação, Flávio Arns. Outras secretarias também mandarão representantes.

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