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Com a reforma da previdência em discussão, passou da hora de você garantir sua própria reserva

Embora haja várias formas de se planejar, todas passam pela aquisição de um hábito pouco presente na vida dos brasileiros: poupar

  • Fabiane Ziolla Menezes
Como planejar uma boa reserva para a aposentadoria.  Embora haja várias formas de se planejar, todas passam pela aquisição de um hábito pouco presente na vida dos brasileiros: poupar | Bigstock
Como planejar uma boa reserva para a aposentadoria. Embora haja várias formas de se planejar, todas passam pela aquisição de um hábito pouco presente na vida dos brasileiros: poupar Bigstock
 
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Embora o desfecho da reforma da previdência esteja próximo – a previsão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o tema, é de votá-lo no dia 8 de maio – e a equipe do presidente Michel Temer já tenha cedido em sete pontos do projeto original, uma coisa é certa: já passou da hora de você garantir a sua própria reserva para a velhice, a partir da renda que possui hoje.

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O primeiro passo para isso é o mesmo para qualquer objetivo financeiro: identificar bem suas receitas e despesas, eliminar as “gorduras” e começar a poupar. A dica aqui, segundo o sócio do Grupo L&S, de educação financeira e assessoria em investimentos, Leandro Ruschel, é “definir uma meta mensal de poupança, que deve ser a primeira despesa do mês, nunca a última.”

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O quanto poupar e por quanto tempo vai depender do orçamento e estilo de vida de cada um. Como já mostramos outras vezes na página de Finanças Pessoais da Gazeta do Povo, quem controla melhor seu orçamento e consegue poupar, independentemente de quanto ganha, é quem tem as melhores condições de investir.

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Dois cálculos possíveis?

Pensando na aposentadoria, Ruschel recomenda, basicamente, dois cálculos: um que garantirá o pagamento das despesas indefinidamente, e que consequentemente exigirá um pé-de-meia inicial maior; e outro que garantirá o orçamento doméstico por um determinado tempo e que demandará uma largada menor.

Como qualquer estudo sobre o futuro, a base das projeções foi o presente. “Digamos que você tenha um custo de vida de R$ 10 mil por mês e que hoje seja possível conseguir um ganho de 6% ao ano sobre a inflação. Nesse caso, a renda necessária, anualizada, seria de R$ 10 mil vezes 12, ou seja, R$ 120 mil”, explica. Para gerar essa renda é preciso [acumular de início] R$ 2 milhões, que é dado pela fórmula R$ 120.000,00/0,06”, explica Ruschel. Esse é o cálculo para quem quer construir um patrimônio suficiente para fazê-lo render indefinidamente e até deixá-lo para os filhos.

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“Quanto menor o seu custo de vida, mais fácil será atingir o objetivo. E quanto maior o retorno sobre os investimentos, também”, pondera ele.

Uma conta menos conservadora envolve a formação de um fundo de reserva que gerará renda apenas para um certo período. Considerando o mesmo custo de vida, R$ 10 mil , e a tabela atuarial do IBGE, que indica que uma pessoa com 50 anos de idade hoje viverá, em média, mais 27 anos, o montante inicial para manter essa pessoa na velhice teria de ser um pouco menor que o do primeiro cálculo: R$ 1,8 milhão.

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Dinheiro demais?

Achou um pé-de-meia na faixa do R$ 1 milhão muito dinheiro? Ruschel ressalta que os cálculos foram feitos com base na média de custo de vida dos clientes do Grupo L&S, mas que valem para qualquer faixa de renda. “De qualquer forma, é preciso alertar o leitor sobre a importância de poupar desde cedo. E para quem deixou para mais tarde, é importante fazer desde agora. A matemática financeira é implacável, se você não formar uma poupança para a aposentadoria, terá de obrigatoriamente cortar gastos e se adequar a realidade”, afirma ele.

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Há ainda um ingrediente a mais nessa conta: a reserva básica, para despesas emergenciais ou para o caso da perda de emprego, que os especialistas em finanças e economistas sempre recomendam. Essa reserva deve ser equivalente a, pelo menos, três a seis salários mínimos. E tal reserva deve ficar separada, aplicada em investimentos de maior liquidez que a poupança, ou seja, permitem saques a qualquer momento, “como um bom fundo DI [que acompanham a taxa básica de juros”, lembra Ruschel.

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Dica final é fugir da poupança

Dado o desafio de poupar e investir para uma boa aposentadoria, o único atalho possível nessa tarefa é procurar as melhores aplicações. E isso, segundo os analistas consultados pela reportagem, significa, fugir da poupança.

Títulos do Tesouro Direto, com investimentos a partir de R$ 30, são uma ótima opção para começar a mudar os hábitos de investimento. Uma aplicação em um título público tem rendido cerca de 0,9% ao mês, acima dos 0,5% da poupança.

Para quem pode esperar um prazo mais longo, mais de cinco anos, uma opção dentro do Tesou ro são os títulos IPCA 2024. Esses títulos remuneram a inflação do período e mais uma taxa predefinida que está em torno de 6% ao ano.

A poupança, aliás, só voltará a ter alguma “credibilidade” em termos de investimentos, quando os juros caírem muito mais, para 8% ou 7%.

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