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Crítica

Gleisi diz que servidores praticaram abusos durante greve

Para a ministra, a regulamentação da lei de greve precisa ser debatida pelo Congresso

 
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A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, defendeu a regulamentação do direito de greve e criticou abusos praticados por servidores grevistas. "Vivemos em uma democracia, mas não podemos ter abusos. O direito de greve não pode ferir o direito do cidadão de ter acesso aos serviços públicos", declarou a ministra, ao participar do programa Bom Dia Ministro, transmitido pela NBR, TV do governo federal. A declaração foi feita logo após Gleisi criticar também a paralisação nos Correios.

Para a ministra, a regulamentação da lei de greve precisa ser debatida pelo Congresso. "Esse debate o Congresso deve à sociedade brasileira. Deve o debate, deve a discussão e deve uma definição", afirmou, acrescentando que não está definido se o governo federal vai encaminhar ao Congresso o seu próprio projeto. Ela lembrou que os abusos cometidos pelos servidores durante as greves no serviço público federal certamente terão reflexos na legislação. "Com o abuso que tivemos nessa greve recente, vai ter reflexos", disse, referindo-se ao texto que espera que seja editado pelo Congresso.

Ao citar a greve dos Correios, iniciada nesta semana, a ministra Gleisi argumentou que "há limites orçamentários", que a situação econômica não é favorável à concessão de novos reajustes e que esses funcionários já tiveram seus salários aumentados no ano passado. "Eles já fizeram greve no ano passado, tiveram reajuste e embora todos tenham direito de reivindicar, mas temos de saber que tem limites e que tem uma situação econômica no país e que tem limites na questão orçamentária, no serviço público", declarou elas, acentuando que, o TST determinou que pelo menos 40% dos trabalhadores dos Correios permaneçam trabalhando.

Gleisi Hoffmann, no entanto, evitou criticar a atitude do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que está cobrando reajustes para a sua categoria, defendendo aumento de 29,5%. "Nós mandamos todas as informações que vieram dos Poderes ao Congresso Nacional. O Congresso vai fazer a avaliação. O orçamento tem os seus limites. Nós temos de colocar nele o que é possível com a receita que é arrecada pelo imposto dos cidadãos" respondeu a ministra, evitando polemizar com o procurador e tratar o tema como disputa entre Poderes.

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