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Depois do Galaxy Note 7, novos aparelhos (eletrônicos ou não) podem ser proibidos em aviões

  • The New York Times
Kyle Christy voa frequentemente com os drones que usa para seu trabalho freelance de fotógrafo aéreo. Baterias são sempre um problema | TIM GRUBER/NYT
Kyle Christy voa frequentemente com os drones que usa para seu trabalho freelance de fotógrafo aéreo. Baterias são sempre um problema TIM GRUBER/NYT
 
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Os presentes foram abertos; as baterias, carregadas. Provavelmente, alguns desses novos aparelhos podem ter sido criados para deixar a viagem aérea menos estressante e mais produtiva. Mesmo assim, na hora de pegar o voo para casa depois do feriado, alguns desses presentes simplesmente não terão permissão para voar.

Dispositivos que possuem baterias de íon-lítio podem causar problemas e as companhias aéreas recusam os de realidade virtual. Até mesmo não eletrônicos podem gerar problemas.

Durante as festas de fim de ano de 2015, o hoverboard entrou na lista negra das empresas aéreas por causa de sua tendência a pegar fogo. Dessa vez, os drones poderão precisar de averiguação, dependendo da capacidade das baterias.

De acordo com os regulamentos de artigos perigosos da Organização Internacional de Aviação Civil, as baterias de íon-lítio com potência superior a 100 watts-hora não são permitidas em aviões de passageiros sem a aprovação prévia da companhia aérea; já as de 160 watts-hora não podem viajar nem na bagagem de mão, nem na que é despachada.

Kyle Christy, de 30 anos, gerente de oficina mecânica no estado de Minnesota, conta que tem que voar frequentemente com os drones que usa para seu trabalho freelance de fotógrafo aéreo. “As companhias aéreas deveriam facilitar”, disse Christy.

“Um monte de baterias de drones baseiam-se em miliampere-hora. As empresas não divulgam as fórmulas de obtenção dos números para saber se eles se adequam às restrições de watt-hora”, acrescentou.

Com seus telefones, tablets, câmeras e laptops, muitos passageiros levam a bordo vários dispositivos alimentados por bateria. Em um avião grande, isso pode chegar a mais de mil baterias na cabine de passageiros. E, às vezes, elas pegam fogo.

É por isso que, quando o smartphone Samsung Galaxy Note 7 passou por um recall, em setembro, o Departamento de Transportes dos Estados Unidos o proibiu em todos os voos.

Desatenção também é risco

Os sites de companhias aéreas oferecem listas detalhadas de artigos proibidos, restritos ou perigosos, mas é difícil acompanhar o mercado, tal como acontece com os dispositivos de realidade virtual: mais de 6 milhões deles foram vendidos em 2016, de acordo com a SuperData, empresa de pesquisa de mercado.

A realidade virtual dá aos usuários uma experiência visual e auditiva total para jogos e filmes, só que o uso do dispositivo – óculos e fones de ouvido – pode deixar o usuário alheio ao seu entorno. É por isso que algumas companhias aéreas começaram a proibir sua utilização durante o taxiamento, a decolagem e o pouso.

“Se você se desliga do ambiente, aumenta seus riscos se houver uma evacuação”, disse Jonathan Jasper, gerente de segurança da cabine da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA). “A orientação das companhias aéreas é não permiti-los durante essas etapas da viagem. Os passageiros têm que estar cientes do que está acontecendo”, disse Jasper sobre os dispositivos de realidade virtual.

Jasper se reúne a cada mês e meio com representantes de segurança de 17 companhias aéreas para analisar os riscos e perigos das novas tecnologias e avaliar se restrições serão necessárias. “O trabalho de uma companhia aérea não é aborrecer os passageiros antes do embarque, mas elas sabem que é preciso estar vigilante em relação às coisas que os passageiros levam para dentro dos aviões”, disse Jasper.

Antes de permitir o uso de dispositivos eletrônicos durante o voo, a Administração Federal da Aviação exige que as empresas realizem testes para se certificar de que determinados itens não interferem com a aviônica (eletrônica aérea) nem com equipamentos de comunicação.

“O GPS gera uma interferência magnética maior que a de um celular, e um celular com um GPS ainda mais”, disse Jasper. “Se a companhia aérea não tem certeza, deve ser cautelosa e dizer não”, avisa. O próximo passo seria transmitir essa informação para os comissários de bordo.

Não eletrônicos

Nem todos os itens questionáveis levados para a cabine são eletrônicos. Nicola Burke é britânica e blogueira de viagem que vive em Hong Kong. Quando viaja com suas filhas, de 7 e 5 anos de idade, leva uma Fly-Tot, a criação de duas mães californianas que também são viajantes frequentes. Ela é inflada e então posicionada na frente de um assento, criando uma superfície plana onde as crianças podem se esticar durante o voo.

“Já a usei em várias companhias aéreas, incluindo British Airways, Virgin, Cathay Pacific e Thai Airlines. Nunca fui questionada sobre isso”, disse Nicola.

Mas encarregados de segurança estão examinando a Fly-Tot devido a seu potencial de gerar calor em torno das caixas de entretenimento sob os assentos em algumas aeronaves. Jasper disse que suas criadoras estavam trabalhando para modificar o produto e reduzir a probabilidade e o risco de o dispositivo bloquear saídas de descompressão no chão.

“Trabalhamos junto com a comissão de segurança de cabine da IATA para garantir que nosso produto atenda a todas as orientações de segurança para seu uso no avião”, disse Winnie Lu, uma das inventoras.

Um item de bagagem que só surgiu agora é a Modobag, mas já está criando polêmica. É uma mala motorizada dirigida pelo passageiro, dentro do aeroporto, que segue para o avião como bagagem de mão.

Quando Kevin O’Donnell, empresário e inventor de Chicago, anunciou o produto no verão passado, prometeu que a Modobag “mudaria a maneira em que o mundo viaja”. Não se a Delta Air Lines conseguir o que quer. A companhia aérea já proibiu esse tipo de mala em seus voos, citando os mesmos perigos em potencial da bateria presente nas hoverboards, que são proibidas na maioria das aeronaves.

“O problema são as baterias de lítio-íon mal rotuladas e poderosas que alimentam esses dispositivos”, disse Ashton Morrow, porta-voz da Delta. Ela disse que a empresa havia revisto as especificações do produto e descobriu que os fabricantes não fornecem detalhes suficientes sobre o tamanho ou o poder das baterias.

O’Donnell se recusou a fornecer a especificação de energia da bateria do Modobag. “O produto está passando por uma segunda série de testes para garantir que nossas baterias atendam ou excedam os requisitos de segurança da indústria da aviação”, ele disse por e-mail.

“Quatrocentas malas já foram encomendadas e serão enviadas em fevereiro”, garantiu. Isso dará tempo suficiente para que outras companhias aéreas se posicionem antes que cheguem as próximas festas.

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