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Novo app de notícias da Tribuna usa algoritmos para filtrar os assuntos que te interessam

  • Carlos Coelho
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A ideia parece tirada de um filme futurista à la Spike Jonze, mas já está disponível para seu smartphone. Lançado para iOS e Android, o novo aplicativo de notícias da Tribuna usa uma assistente virtual que conversa com o usuário para personalizar as notícias que chegam até ele, sugerindo informações que combinem com seu gosto e interesse – uma tendência na qual gigantes da tecnologia (notadamente Google, Apple e Amazon) têm investido pesado.

A base do app é a inteligência artificial, um conceito que parece distante, mas que provavelmente faz parte de sua vida (veja outros aplicativos que usam IA). O funcionamento é intuitivo. Ao baixar o app, a assistente virtual começa a desenhar as configurações ideais para o leitor, em uma interação que imita a humana. Ela pergunta sobre preferências do usuário, como o time que torce. Ele, então, pode responder por voz (a app é dotado de capacidade de reconhecimento) ou texto.

Estas informações são usadas para criar seus filtros personalizados. Se responder que é um torcedor do Coritiba, por exemplo, as informações importantes sobre o clube serão enviadas como notificação.

Da mesma forma, a assistente responde a questões do usuário. Se quiser saber a previsão do tempo, basta digitar (ou falar) algo como “vai chover”, “vai fazer sol” ou “qual é a temperatura” que o robô terá a resposta na ponta dos bits.

A aplicação é uma das primeiras em jornais brasileiros. “Levamos um pouco mais de um ano para desenvolver a ferramenta”, diz Rafael Maia, analista de Produtos Digitais da Tribuna e responsável por conduzir o projeto. “Estudamos o comportamento das ferramentas de chatbots [robôs/softwares que conseguem conversar com humanos] existentes. Quando o projeto começou, essa tecnologia ainda era obscura e havia pouca ferramenta. Observamos também o trabalho de alguns jornais que têm algum tipo de personalização de informação, como Washington Post, The Guardian e Huffington Post, para chegar a um modelo”.

“Aplicativos de empresas de comunicação existem aos milhares. Todo veículo que se preze tem um. E todos notificam seus leitores. O diferencial é que quando você coloca inteligência artificial, há a possibilidade de personalizar, de notificar o leitor também de acordo com o que ele gosta”, diz Rafael Tavares de Mello, diretor de Redação da Tribuna, sobre a aposta.

Não significa, no entanto, que o usuário ficará restrito a uma pequena gama de assuntos – uma das críticas ao modelo personalizado de exibição de postagens do Facebook, por exemplo. “O algoritmo que está por trás do nosso app não oferece só aquilo que o leitor quer. As notificações são baseadas em um trinômio: o que a gente quer noticiar, o que o leitor precisa saber e o que ele quer saber”, diz Tavares. Cada um dos itens tem cerca de 33% de relevância.

“Vamos imaginar que a inflação tenha subido. Às vezes economia não está no campo de interesses do usuário, mas esta é uma informação importante para ele. Da mesma forma, passar o que queremos afirma nossa linha editorial”, diz o diretor de redação.

O app é gratuito e pode ser baixado pelas lojas oficiais Google Play e iTunes.

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