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Startup brasileira usa inteligência artificial para melhorar produtividade de empresas

Algoritmos desenvolvidos pela Fhinck monitoram processos e sugerem melhorias para cortar custos e aumentar a eficiência dos funcionários

  • Rafael Waltrick
 | Divulgação/Fhinck
Divulgação/Fhinck
 
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Uma startup de São Paulo quer transformar uma plataforma baseada em inteligência artificial no braço direito dos gestores de grandes empresas. Batizado de P2O (sigla em inglês para Push to Optimization), o sistema criado pela Fhinck acompanha em tempo real as operações da empresa e o desempenho dos funcionários para sugerir mudanças nos processos e, assim, melhorar a eficiência e a produtividade do negócio.

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Deste modo, a startup acaba automatizando o trabalho de consultorias, que geralmente são chamadas para fazer um “pente fino” nas empresas e analisar onde estão os maiores gargalos – processo que pode levar meses. A intenção, porém, segundo o CEO e co-fundador da Fhinck, Paulo Castello, é que o sistema seja um complemento à atuação tradicional das consultorias, enquanto dá mais ferramentas aos gestores das empresas para avaliar por conta como os negócios estão indo.

“Grandes empresas costumam montar áreas específicas de processo para tentar avaliar onde há oportunidades para fazer melhorias, mas geralmente são áreas caras e com possibilidade de ficarem pelo caminho quando é preciso cortar custos. Outra opção é a contratação de consultorias, o que envolve valores substanciais. Nossa sacada foi oferecer uma nova opção, ao montar um software que consegue extrair informações e mostrar exatamente onde atacar e quanto de economia o gestor vai conseguir com essas ações”, relata Castello.

Na prática, o sistema consiste de um software que é instalado nos computadores das áreas que serão monitoradas – como call centers e escritórios. O programa registra cada ação que ocorre no computador e então envia os dados para a nuvem, onde a “mágica” de verdade acontece. É lá que ocorre todo o processamento desses dados, por meio de algoritmos de inteligência artificial que analisam as rotinas e sugerem, em seguida, melhorias capazes de aumentar a eficiência dos processos analisados.

Esses algoritmos, por exemplo, são capazes de identificar o tempo médio que uma determinada equipe passa fazendo uma operação específica em um programa de computador e o funcionário que está abaixo dessa média. O sistema então, encontra a tela específica em que este funcionário está tendo dificuldade e sugere outro profissional que pode treiná-lo melhor – justamente a pessoa que está acima da média e, em tese, tem mais facilidade com a operação.

O sistema, inclusive, é capaz de sugerir de forma autônoma atalhos de teclado que podem ajudar determinado funcionário a fazer uma tarefa – a plataforma de inteligência artificial se integra com todos os softwares usados e, portanto, pode trazer insights sobre como aproveitar melhor esses programas. As melhorias são calculadas com base no custo de cada hora trabalhada e, com isso, o gestor consegue saber com antecedência exatamente quanto alguma sugestão vai trazer de economia para a empresa.

“Através de nossa solução, por exemplo, o gestor vai conseguir ver se há uma perda ou não ao deslocar funcionários para trabalhar em home office, conseguirá controlar exatamente o tempo de trabalho e saber se o funcionário precisa de alguma ajuda ou treinamento extra”, afirma o CEO da Fhinck.

Repercussão

A Fhinck foi fundada em 2014 pelos empreendedores Paulo Castello, Claudio Ferreira e Angelino Cruz, após os três terem feito carreira em grandes empresas, onde já eram demandados para achar formas de melhorar a eficiência operacional dos negócios – o CEO, Castello, atuou na Odebrecht, Walmart e Marfrig, por exemplo.

A startup não divulga números de faturamento ou de clientes, mas garante que já trabalha no azul e que a receptividade tem sido boa – o foco são empresas de grande porte, justamente pela dificuldade que esses negócios têm em organizar seus backoffices. Os clientes pagam por uma licença anual do sistema, que inclui também todos os eventuais custos com manutenção e suporte.

Em outra frente, a Fhinck tem trabalhado em conjunto com a gigante de tecnologia IBM para incorporar o sistema de inteligência artificial da empresa, o Watson, na plataforma brasileira – o que permitiria, entre outras inovações, “ler” a personalidade dos funcionários e seus históricos profissionais para sugerir as configurações ideais para as equipes.

A Fhinck também tem chamado a atenção de investidores e de grandes nomes do ecossistema de inovação. A startup foi selecionada para integrar o Cubo, espaço de coworking criado em São Paulo pelo Banco Itaú e o fundo de investimentos Redpoint eventures. Ano passado, em outubro, a Fhinck foi reconhecida como a startup mais inovadora em competição que ocorreu durante a Futurecom, o maior evento de Tecnologia da Informação (TI) e telecomunicações da América Latina.

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