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Gamificação

Freshbiz, o jogo israelense usado como estratégia de treinamento corporativo

A diversão analógica permite que gestores identifiquem comportamentos que podem ser maquiados no dia a dia ou durante as dinâmicas de grupo mais tradicionais 

  • Carol Nery Especial para a Gazeta do Povo
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Diversas empresas de Curitiba estão sendo apresentadas, há cerca de seis meses, ao Freshbiz, um jogo de origem israelense, que promete ser uma ferramenta estratégica para autoconhecimento, gestão de pessoas e seleção de talentos, e assim promover o pensamento empreendedor e a inovação.

Vivenciado por mais de 50 mil pessoas em mais de 20 países, a técnica chegou ao Brasil há três anos e foi utilizada em grandes companhias, como Google, HP, IBM, Pepsico, Bunge e Cielo. Duas mil pessoas de oito cidades brasileiras viveram a experiência. Consultores e profissionais de RH, em sua maioria, participam de workshops para conhecer o jogo e avaliar a possibilidade de aplicar a técnica nas respectivas empresas, de forma personalizada.

Remetendo a jogos de tabuleiro dos anos 1980 e 1990, como Banco Imobiliário e Jogo da Vida, o Freshbiz auxilia gestores e profissionais a desenvolverem habilidades e novos comportamentos. Ele estimula trabalho em equipe, colaboração e otimização de recursos, pensamento criativo e proatividade, localização e criação de oportunidades, solução de problemas e liderança integral. “O mais interessante da dinâmica é perceber o comportamento dos jogadores diante de paradoxos que vivemos no mundo atual, como escassez e abundância, colaboração e competição, criatividade e medo, protagonismo e vitimização”, explica Janete Schmidmeier, sócia da Amarílis, empresa que aplica o Freshbiz no Sul do Brasil.

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O uso desse tipo de ferramenta é cada vez mais comum dentro dos ambientes corporativos e trouxe para as organizações o movimento chamado de gamificação, que é a arte de aplicar os elementos de games com objetivo de instruir e influenciar no comportamento do indivíduo e incentivar resultados práticos. “A gamificação ajuda a transformar o ambiente corporativo em algo mais interessante e atraente para os profissionais, além de promover o engajamento”, afirma Graziela Merlina, fundadora da Apoena, empresa responsável pela implantação do jogo no Brasil.

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A competição incentivada pelo jogo instiga condutas que as pessoas seguram no dia a dia.Divulgação

Jogo revela comportamentos mascarados no cotidiano 

O objetivo do Freshbiz é que os jogadores cheguem à casa dos vencedores em 60 minutos, sem dívidas. O participante escolhe um avatar e recebe seu cartão de negócios, para gerar lucros, por meio de parcerias, compras, vendas e acordos. Empréstimos em bancos e recebimento de doações não são permitidos.

Há cerca de um mês o analista de recursos humanos do Grupo Marista, Rafael Uziel da Silva, participou da experiência com representantes de várias empresas e a considerou válida para auxiliar no aperfeiçoamento das equipes. “O jogo permite várias perspectivas, desde desenvolvimento de equipe até valores comportamentais. Foi um momento lúdico, de bastante descontração e, principalmente, colaboração no lugar da competitividade”, comenta. 

O comportamento de contribuição entre os pares percebido por Rafael é uma das habilidades mais importantes no trabalho em equipe, porém mais rara de verificar em uma experiência como essa. “A tendência é que as pessoas sejam muito competitivas. Elas não interagem entre si e deixam de lado o exercício da colaboração. Mas, no mercado, o que mais se estimula é justamente este aspecto”, explica a psicóloga Tathiana de Lima Canan, especialista em gestão estratégica de pessoas. 

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A competição, segundo a psicóloga, instiga condutas que as pessoas seguram no seu dia a dia, por isso é mais fácil avaliar como as pessoas realmente são. “No convívio diário as pessoas tomam mais cuidado em não demonstrar atitudes como egoísmo, agressividade ou insegurança. Ao tirar o indivíduo do mundo real, digamos assim, ele se mostra de outra forma. Isso porque todo mundo quer ganhar.” O jogo avalia as habilidades de negociação, tomadas de risco e liderança, entre diversos outros aspectos. 

Nesse momento, é possível perceber muitos gaps, como a ineficiência em avançar nas casas, por falta de investimento, exemplifica Tathiana. “O jogador tem dinheiro, mas também tem medo de arriscar. Mas sem exposição não há como empreender ou conquistar grandes negociações.”

O Freshbiz pode ser aplicado para inúmeros fins, como formação de líderes, construção e integração de equipes, abertura e fechamento de programas de desenvolvimento e ações de planejamento estratégico. Os próximos workshops em Curitiba estão agendados para os dias 24 de abril, 29 de maio e 27 de junho. Informações no site da Amarílis.

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