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Foco em startups

Escritório lança advocacia "pré-paga" com mensalidade e preço tabelado

Clientes contratam planos que dão direito a um determinado número de pontos, que podem ser gastos ao longo do ano em serviços tabelados

  • Naiady Piva
Pedro Schaffa, um dos fundadores do Sbac, escritório de advocacia com 120 clientes, a maioria pequenos empresas e startups. | Divulgação
Pedro Schaffa, um dos fundadores do Sbac, escritório de advocacia com 120 clientes, a maioria pequenos empresas e startups. Divulgação
 
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Um escritório de São Paulo resolveu criar um modelo de advocacia "pré-pago". Os clientes pagam um preço fixo por mês e adquirem pontos, que podem ser trocados por serviços com valores tabelados. Fundado há quatro anos, o Sbac Advocacia tem 120 clientes, em sua maioria startups e pequenas empresas.

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O modelo foi criado em razão de uma demanda das startups, que "tinham dinheiro contado para tudo, até para pagar advogado", e acabavam enfrentando dificuldades em escritórios onde o valor dos serviços fica sujeito a flutuações. "O nosso negócio não é ser o mais barato. Mas garantir que o meu cliente saiba quanto vai gastar", explica Pedro Schaffa, um dos fundadores do Sbac.

A palavra-chave é previsibilidade. Com planos anuais, os clientes do Sbac conseguem prever quanto vão desembolsar por mês, mesmo que as atividades jurídicas se concentrem num determinado período do ano. Isso é muito comum com empresas novas, que costumam ter uma série de demandas jurídicas no início, e depois adentram uma espécie de modo cruzeiro, uma calmaria antes da demanda jurídica voltar a crescer (conforme a empresa fica maior).

O que acontece é que as pequenas empresas têm orçamento para gastos jurídicos. Mas esbarram na imprevisibilidade de preços. Quando a cobrança é pela hora do advogado, a fatura acaba sendo uma incógnita.

Já serviços por demanda podem sofrer variações de preço, o que acaba com a previsibilidade. Este caso é mais comum com startups que começam a crescer e faturar um pouco mais, relata o advogado Pedro Schaffa. Entre os clientes do escritório há startups com um tamanho já robusto, como a plataforma de serviços GetNinjas.

"Para a gente chegar no valor da tabela eu sentei um dia e fiz um contrato que eu sei fazer muito bem. Cronometrei quanto tempo levava e repeti quatro ou cinco vezes" explica o advogado. Todo o cardápio de valores do escritório é baseado no contrato inicial. 

O escritório não divulga publicamente os valores por orientação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O conselho profissional estabelece preços mínimos para os serviços de advocacia. 

Com quatro anos de funcionamento, o Sbac conta hoje com mais de 120 clientes. Além de startups, de diferentes segmentos, o escritório atende empresas tradicionais e até condomínios residenciais. Nenhum cliente é pessoa física. "Quando a gente montou o escritório pensou em pequenas empresas. Mas como as startups têm facilidade de se adaptar, os caras gostam do nosso modelo de negócio". 

Os sócios-fundadores, Pedro e Lucas Colferai, têm 32 e 35 anos, respectivamente. Um veio da área acadêmica; o outro, têm experiência no poder público. Nenhum dos dois fez carreira em escritórios tradicionais. "A gente não pensou em inovar no Direito, mas olhou para o nosso público e pensou o que poderia ser feito para facilitar a vida dos nossos clientes", conta Lucas. 

Majoritariamente, o escritório atende empresas de São Paulo. Há também clientes no Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Santa Catarina e em Maringá, no Paraná.

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