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Escritório próprio, home office ou coworking: como escolher?

O consultor do Sebrae Rafael Tortatto fala dos prós e contras de cada tipo de espaço e dá dicas de como fazer a melhor escolha

  • Flávia Silveira Especial para a Gazeta do Povo
Alguns coworkings oferecem a possibilidade de registrar e formalizar a empresa com o endereço deles, para fins de alvará. | Bigstock
Alguns coworkings oferecem a possibilidade de registrar e formalizar a empresa com o endereço deles, para fins de alvará. Bigstock
 
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Como escolher entre trabalhar de casa, ir para um coworking ou abrir um escritório formal? “Tudo vai depender da característica do seu negócio. Alguns podem perfeitamente funcionar de casa, outros terão mais credibilidade se tiverem a própria sede”, explica Rafael Tortatto, consultor do Sebrae.

Para pequenos empreendimentos, ele diz que uma boa estratégia é ir aos poucos. “Se for possível de acordo com o modelo de negócio, começar como home office e migrar aos poucos para um coworking pode ser bom. Você pode escolher um ou dois dias para trabalhar nestes locais, realizar reuniões ou utilizar o espaço das oficinas”, explica. 

“Para uma ideia em estágio inicial, com poucos recursos disponíveis ou equipe pequena, começar trabalhando de casa pode ser a melhor estratégia em questão de custos”, afirma. Trabalhando de casa você evita gastos com transporte e alimentação, num primeiro momento, mas não é uma economia total. 

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“Há também um aumento de gastos com energia elétrica, por exemplo, ou às vezes é necessário contratar um serviço de internet mais veloz”, lembra o consultor. Também é preciso ver se a prefeitura da cidade libera que a empresa funcione num endereço residencial.

Tortatto também destaca que existem aspectos comportamentais e sociais que precisam ser levados em conta. “Pode ser mais difícil se concentrar no trabalho e saber a hora de parar. Outro problema que ouvimos de pessoas que fazem home office é a falta que sentem de socializar, da hora do cafézinho quando os funcionários de uma empresa se reúnem, o que pode ser muito enriquecedor”.

Já os coworkings oferecem esta convivência com demais profissionais, além de um espaço mais estruturado de trabalho. “Estes locais podem se tornar referência de algum tipo de serviço, em especial os especializados. Além de ter a facilidade burocrática, já que você não precisa ir atrás de alugar seu próprio espaço, assinar diversos contratos. Com apenas um contrato com o coworking escolhido você já consegue começar a trabalhar”, afirma.

Alguns coworkings até oferecem a possibilidade de registrar e formalizar a empresa com o endereço deles, para fins de alvará.

Mas mais uma vez é necessário ver se o seu modelo de negócio combina com estes espaços. “Se for algo que demande constante silêncio, ou necessite de privacidade e sigilo, nestes ambientes você pode estar um pouco mais exposto”, orienta Tortatto.

Agora, se o empreendimento já tem uma equipe um pouco maior e deseja ter uma imagem corporativa mais formal, pode ser mais interessante ir para um escritório tradicional, de acordo com o consultor. “Ter uma própria sede também pode ser uma estratégia de negócio. Os desafios são os custos burocráticos, imobiliários, além dos gastos para montar a estrutura em si, com todas as mobílias, computadores, telefones, enfim, um escritório completo. Todas as opções têm prós e contras, benefícios e desafios, cabe ao empresário estudar o seu negócio e as possibilidades para não errar ao escolher”, finaliza.

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Para Tortatto, o grande diferencial dos coworkings, em geral, é a possibilidade de se criar uma rede de contatos. “Ali dentro acabam surgindo negócios, parceiros para trabalhos maiores. A rede ajuda a fortalecer profissionais individualmente e também empresas que estão começando”, diz. Neste novo modelo de coworking, segundo Tortatto, isso pode ir mais longe. “Os profissionais passam a não se enxergarem como concorrentes de um mesmo mercado, mas como parceiros que podem desenvolver projetos juntos”, aponta.

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