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Inovação no mercado financeiro

“Nubank das microempresas”, fintech quer movimentar R$ 1 bilhão em 2018

Celcoin surgiu como uma conta digital comum, mas viu nas microempresas uma oportunidade para bombar o negócio, e já projeta um crescimento alto

  • Flávia Silveira especial para a Gazeta do Povo
Adriano Meirinho e Marcelo França, fundadores da Celcoin, o “Nubank das microempresas” | Alan Teixeira
Adriano Meirinho e Marcelo França, fundadores da Celcoin, o “Nubank das microempresas” Alan Teixeira
 
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Com menos de dois anos de existência, a Celcoin surgiu com a ideia de criar uma conta digital que possibilitasse uma série de operações financeiras, sem a necessidade do usuário ter uma conta em banco. Uma fintech, como o Nubank e outras que existem pelo país. Mas, ao perceber que muitos lojistas estavam utilizando o aplicativo para diversificar seus negócios, a empresa resolveu investir neste público. O foco nas microempresas deu certo, e Celcoin já projeta R$ 1 bilhão em transações pela plataforma, para 2018.

“A ideia inicial era transformar o celular em uma máquina pessoal que o usuário fizesse suas compras e pagasse suas contas, mas logo percebemos outra oportunidade”, afirma o sócio-fundador e CEO, Marcelo França.

Mas já nos primeiros seis meses eles perceberam que o ainda pequeno grupo de pessoas que utilizavam o serviço consistia, em grande parte, de pequenos lojistas que buscavam diversificar seus negócios.

“Além de pagar as próprias contas, eles utilizavam para receber também a de seus clientes. Percebemos a oportunidade e mudamos o modelo de negócio com foco nestes pequenos varejistas, microempreendedores e vendedores autônomos, voltados para atender a população”, conta França. 

Um diferencial do Celcoin que ajudou a atrair este nicho foi o “cashback”. É uma função que devolve ao consumidor parte do dinheiro gasto. Em recargas de créditos para celular, por exemplo, 4% do valor retorna para a conta digital.

Entre as microempresas cadastradas na plataforma há mercearias, salões de beleza, bancas de jornal e padarias. “Além de um complemento na renda com o cashback, é também uma boa maneira de aumentar o fluxo de pessoas em seu negócio pois você amplia o leque de serviços oferecidos”, complementa. 

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O aplicativo diz utilizar regras de segurança iguais às do sistema bancário, seguindo os mesmos padrões de criptografia. “Os lojistas também conseguem, pelo próprio aplicativo, enviar os comprovantes das operações via SMS, WhatsApp, ou até imprimir caso o cliente deseje”, explica o CEO, ligado na desconfiança que alguns usuários ainda têm de serviços online. 

Números do negócio

Atualmente, o Celcoin possui 7 mil agentes fixos, que fazem cerca de 400 mil transações por mês, movimentando mais de R$20 milhões mensais em recargas, pagamentos e serviços de conveniência. A empresa estima que sejam atendidas, mensalmente, 300 mil pessoas por meio do aplicativo.

Em outubro, a empresa atingiu o “break-even” operacional, o que significa que o total de receitas já é igual ao de gastos. “Isso nos dá um pouco mais de tranquilidade para pensar em novos investimentos. Vamos fazer um lançamento em breve, ainda confidencial, mas que estamos com grande expectativa”, adianta França. 

A platafoma foi escolhida a melhor fintech do Brasil, no BBVA Open Talent 2017, além de ter sido considerada a melhor startup de São Paulo pela SeedStars World. “Nosso modelo de negócio é inovador, disruptivo, com potencial para ajudar pequenos empreendedores em seus negócios e também oferecer comodidade ao público-final. Queremos agora acelerar o crescimento e aumentar nossa rede de usuários”, finaliza Marcelo França.

Essa fintech já fez startups receberem mais de R$ 1 milhão de investidores

Para 2018, a empresa projeta transacionar R$ 1 bilhão dentro da plataforma. É o dinheiro que deve ser movimentado entre contas, em diferentes operações. A estimativa é fechar este ano com crescimento de 100%.

Os investimentos para expansão devem vir dos recursos da própria empresa. Para abrir a Celcoin, os fundadores Marcelo frança e Adriano Meirinho investiram R$ 2 milhões, também do próprio bolso. Ambos são oriundos do mercado financeiro.

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